Bob Fernandes
Hora de ir embora, saudades

Hora de arrumar as malas e ir. Na memória, grandes feitos e malfeitos dos 11 mil atletas de 204 países. Os recordes mundiais foram 43, os olímpicos 132 e, também recorde, 87 países ganharam medalhas. De tudo para o gosto dos 21 mil jornalistas acampados por um mês ou mais na China.
Do já lendário orecchione Michael Phelps e seus 8 ouros e recordes aos 3 ouros do incrivelmente veloz – e bota incrível nisso - Usain Bolt, da fascinante, imbatível Isinbayeva e seu ouro numa noite de lua cheia e estádio lotado à brutal derrota do atirador norte-americano Matt Emmons, que, assim como em Atenas, jogou fora no último segundo o ouro já garantido. Das glórias ao espetacular coice na cabeça do árbitro desferido pelo cubano do taekwondo, Angel Valodia, neste último dia de provas (veja aqui).
Na memória os gigantescos e os pequenos feitos, os acertos, as históricas voltas por cima e os erros dos brasileiros. Quinze medalhas, 3 de ouro, 4 de prata, 8 de bronze. Ganharam pouco e perderam muito, mas jogaram o jogo, com a força, o talento e as condições que têm.
Ótimo que a fieira de grandes derrotas imponha o debate, aberto, sem conclusões precipitadas: o Brasil precisa mesmo perseguir o objetivo de se tornar potência olímpica, precisa mesmo de uma olimpíada regada a dezenas de bilhões de dólares de dinheiro público, ou precisa que todos possam ter a chance de acesso a escolas dignas do nome e à prática massiva de esportes?
O Brasil deve lançar-se na formação de elites esportivas olímpicas ou deve investir pesado nas escolas e colher os frutos, inclusive esportivos, logo mais à frente? Sim, há na praça discursos a pregar que estas não são tarefas excludentes mas, contabilizadas as dezenas de bilhões que não sobram para isso e para aquilo, como manter em pé esses discursos?
E um projeto que vá para além do olímpico pode ser desejo e missão de uma casta que decide seus negócios e planos a portas fechadas ou teria que ser fruto de um amplíssimo debate, portas escancaradas? Na China foi a portas fechadas. Porque a China é a China - não é justamente isso que os mesmos pregam, dizem, escrevem?
Não há como desconhecer o perfil do Estado Chinês. Aqui mesmo nos corredores do hotel ele está presente. Hotel credenciado pelo Comitê Organizador e vizinho ao estádio Ninho de Pássaro. Vigilância absoluta.
Revista na entrada e saída do ônibus para o Centro de Mídia, camareiras em cada corredor do hotel, 24 horas por dia. Para anotar cada vez que um hóspede entra ou deixa o quarto, visita ou não visita um hóspede vizinho. À pergunta do por que tanto, a resposta: “Para sua segurança”.
Apesar da presença e missão de contorno policialesco, do livrinho que tudo anota e guarda, comovedoras a dedicação, a disciplina o desejo das pobres meninas do interior em atender, agradar, ajudar, em receber bem quem veio à China. E sem aceitar um centavo como retribuição.
Meio milhão de voluntários. Muitas vezes incômodos, outras tantas apenas by the book como quase tudo na China, como quase todo serviço no país, mas acima disso o desejo de receber bem.
Com a régua e compasso de sempre não é difícil perceber, medir o que é o Estado Chinês: um quarto da população da Terra, quase 10 milhões de quilômetros quadrados e inimigos recentes ou antigos ao longo da fronteira de 12 dos 24 países vizinhos, país que gere a um só tempo um dos mais radicais e ferozes experimentos da economia de mercado e um regime político dos mais fechados, comunista, de partido único e centralista.
Visto isso vale a pena instigar: o que, como seriam os Estados Unidos, a Inglaterra, o Brasil… se tivessem este bilhão de bocas para alimentar, aridez em quase 70% do território e o cerco de inimigos históricos?
Além dos recordes e fracassos boa parte dos jornalistas buscou responder também a estas perguntas. Alguns já se foram, outros seguem por aqui, exaustos pela caça. Daí, talvez, o “não aguento mais, chega”.
Talvez, também charme, porque não há como não guardar a dimensão do que aqui se viu, viveu. Da emoção e talentos extraordinários nas pistas, quadras, piscinas, campos, ao Grande Show da Grande China.
Espetáculo de US$ 45 bilhões montado pelo Estado Chinês para mostrar ao mundo a China que quer se mostrar. Espetáculo com 5 mil anos de histórias, dinastias de milênios, 30 milhões de mortos de fome sob Mao Tse-tung. Espetáculo esportivo, midiático, politico, que emocionou e enredou corações e mentes no mais populoso país do mundo. Diga o que disser, queira o que quiser o Ocidente.
Sei, quase todos sabemos que a poção do controle estava, está embutida na fórmula de Pequim 2008, mas nem por isso é menor a vontade de levar a China na memória. Da arrepiante e tecno-humana Festa de Abertura ao feérico encerramento neste domingo.
Na saída do Ninho de Pássaro, nas rádios, televisões, pelas ruas de Pequim ainda ecoa o hino meloso-patriótico de Albert Leung (português e inglês), música me-pega-que-eu-quero de Xiao Ke. Sei, sabemos do veneno daquela canção, pueril mas veneno, e ela ficará enquanto memória existir.
Até a próxima.
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…E o ouro é da Mari

É ouro com choro, Brasil. Sheila jogou tudo e fez 19 pontos, Fabiana bloqueou 9 e fez 11, Paula Pequeno comandou o time no berro e pontuou 16. O time inteiro muito bem mas a noite foi, acima de tudo, de dois personagens. José Roberto Guimarães e Mari.
Ele, técnico campeão olímpico com a seleção masculina em Barcelona/92, carregado de títulos internacionais, mas também o comandante da nau feminina que afundou em Atenas e no Pan.
Ele e ela no centro das atenções. Ela vive uma batalha particular, um jogo dentro do jogo. O Brasil e o ginásio de olhos postos em cada gesto seu, respiração em suspenso por Marianne Steinbrecher, a Mari.
Aos 21 anos de idade, na semifinal contra a Rússia em Atenas/2004, Mari adentrou os portões do inferno. No Pan do Rio 2007, nova derrota coletiva, e pessoal. Luzes, câmeras, ação. Pequim. Faltam 15 minutos para as 8 da noite de 23 de agosto de 2008. Estados Unidos, o adversário na final do vôlei olímpico.
Com o time do Brasil, na quadra do ginásio Capital, Mari, a aniversariante, 25 anos. No roteiro, duas alternativas: tragédia ou glória. O primeiro ponto do Brasil é dela… que não vai numa bola que é sua e 3 a 1 para os EUA no começo da partida…
Fabiana joga muito, 6 a 6. Mari bate por cima do bloqueio, 10 a 9. Paula Pequeno berra a cada ponto, incendeia o time. Fim do primeiro ato, 25 a 15, com 4 pontos de Mari, bem no bloqueio também. Mari erra. Um a zero para os EUA no segundo set. Mari erra na recepção. Erra de novo. EUA 5 a 1.
Tensão na quadra, tensão na porção verde-amarela das arquibancadas. Mari erra escandalosamente na recepção. Oito a três para os EUA. Meu telefone começa a tocar, Brasil na linha. A mensagem é a mesma. Do que é publicável, “loser”, “amarelona”, “covarde”…
Sem olhar, num gesto mecânico, Mari bloqueia: 12 a 7. Ainda dá para virar. Mari bate e faz o 9º ponto do Brasil… Mari corta errado, 14 a 9. Não, não é mais apenas tática para impedir que a ponteira fique solta e ataque. Os Estados Unidos conhecem o roteiro, viram e reviram Atenas 2004. Bombardeiam Mari. Todos os saques em cima da número 3 do Brasil.
Mari erra, feio. Estamos a metros da quadra. A tensão entre as jogadoras, o banco, é quase palpável. Quatro anos no inferno, os olhos e bocas do Brasil sobre ela. O que pensa Mari enquanto desabam os saques americanos? Depois do jogo ela dirá.
Dezessete a treze e novas ligações do Brasil: “Esse cara é louco, essa amarela vai enterrar o Brasil de novo…” José Roberto Guimarães sente o drama nos 18 a 13. Sai Mari, entra Jaqueline. Mari no banco. Zé Roberto está à sua frente, mas não olha. Dá um tempo.
Mari volta com 23 a 16, vacila, e os Estados Unidos fecham: 25 a 18. Terceiro set e Zé Roberto banca. Mari 1 a 0. Tensão na quadra. Mari corta e faz 3 a 2… 5 a 3 e segue a tensão.
O time mal se cumprimenta a cada ponto. No saque, os EUA atacam Mari. Ela chama a bola, corta, bloqueia na volta. 7 a 4 para o Brasil. Nono ponto de Sheilla e… se ouve o berro. É a Mari, que se solta: “Porra!!! Porra!!!!”
Mari e Fabiana sobem no bloqueio, 11 a 6. Mari bate no bloqueio, 13 a 9. Saque em cima da Mari, e erro:13 a 11… Mari arrisca; não vai na bola fora e acerta: 20 a 12. Mari sobe, corta da ponta em diagonal e fecha o terceiro set: 25 a 13. Câmeras, ela no telão do ginásio. O time vibra, ela não move um músculo do rosto.
Cortada da seleção na reta final, agora comentarista do Sport TV, Carol explica: “Dentro da quadra a Mari é assim, é assim que ela se concentra”. Kim Willoughby, grande jogadora dos EUA, finda a partida responderia:
- Sim, sacar em cima dela era determinação tática…
Quarto set. Mari bate no fundo, e erra. Um a zero. Mari erra na recepção. Dois a zero. Meu telefone toca. Não atendo. Mari se joga, mas não consegue defender: 5 a 5. Nova ligação. É do Brasiiillll. “Por que a Mari…” Ela tenta uma defesa, quase se choca com uma cadeira no banco brasileiro.
Mari, 10 a 9. Longo rally, ela sobe e corta, no bloqueio, 12 a 11. O Brasil faz o 14º e Mari vibra na quadra. Zé Roberto aplaude. Bola duvidosa. Lang Ping, a chinesa que treina os EUA pede o ponto, Zé Roberto gesticula para a treinadora, entra na disputa com os juízes. E leva: 15 a 13.
Os EUA seguem sacando em cima de Mari, ela erra a recepção: 15 a 14. Mari defende, e corta: 15 a 15. Mari erra na recepção, 16 a 15… Mari empata: 20 a 20. Zé Roberto mexe no time, põe Thaisa para montar um paredão no bloqueio, mas 2 1 a 20. Fabiana empata, Fofão volta à quadra.
Erro dos EUA, 22 a 21. Os EUA buscam Mari, Sheila faz 23 a 21. Urros na fileira de trás, a Tribuna de Imprensa treme. Como nos velhos e bons tempos de Copa do Mundo, enfim os colegas da bancada isenta, imparcial e objetiva, me sinto em casa…24 a 21, berros, murros na bancada, os imparciais se abraçam.
Me lembro de ter visto parecido mas ainda mais isento e objetivo, com muitas lágrimas, na semifinal Brasil e Holanda, Copa 98 depois dos pênaltis. Pequim, Olimpíada.
A bancada de imprensa está de pé…25 a 21…urros inumanos, canetas a voar, abraços, murros na table top, festa na quadra. Choro, muito choro. Na quadra, nas arquibancadas, é ouro com choro, Brasil.
Pose para os fotógrafos, terno escuro e gravata… e sinto pela ausência do Neguinho da Beija-Flor. Com toda aquela voz poderia anunciar, lá em meio aos torcedores:
- OLHA O NUZMAN AÍ, GENTE!!!!!!
Virna, ex-Seleção, comentarista da Band, na quadra. Mari leva o indicador esquerdo aos lábios e cobra: SILÊNCIO, CALEM A BOCA. O recado tem endereço certo. Não é para quem apenas criticou o que viu, é para os corvos, aqueles que se alimentam do erro, da desgraça alheia.
Desde a primeira partida estavam à espreita, aí e aqui. Em suas tocas, remoendo-se, cultivando os recalques, ressentimentos, torciam pelo fracasso de Mari, rezam pelo fracasso de Bernardinho e do filho Bruno amanhã.
Pergunta:
- Essa é uma resposta a quem te atacou, chamou de fracassada?
Resposta de Mari, 15 pontos na final:
- Fracasso é de quem não trabalha….sou campeã olímpica… vão ter que me agüentar…
Pergunta:
-Foi um bombardeio das americanas em cima de você, a coisa balançou no segundo set… elas esperavam uma quebra emocional? Que filme passou em sua cabeça naquela hora?
Resposta:
- Pode sacar em cima, pode bater à vontade, como bateram, eu… a gente tava preparada. Não teve filme, a gente sabia o que tinha que fazer.
Choro, todas amontoadas no chão da quadra, medalhas, hino nacional, bandeiras, foto no pódio e lá em cima, à direita, ele.
Não o vi quando o Diego e a Jade caíram, quando o Wellinsson foi quase esmagado pelo peso, quando os Thiagos perderam e o João Derly chorou, quando a Fabiana perdeu e se desesperou, quando o Ronaldinho Gaúcho chorou, quando a Marta e as meninas choraram… Ele deve ter ligado, mandado um e-mail ou um fax… nós é que não soubemos.
Hoje ele entregou as medalhas e vai sair na foto. Senti falta do Neguinho da Beija-Flor a puxar:
- OLHA O NUZMAN AÍ, GENTE!!!!!
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Comentários
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- anônima brasileira » Postado em: 24 de agosto, às 17:52
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Muito boa a observação da presença do Nuzman só nas fotos de pódio (e isso qdo o Brasil é ouro!!)
O Zé Roberto Guimarães foi mto astuto e inteligente em contratar uma psicóloga para o esporte (constatei isso numa reportagem q fizeram antes da final) para dar o apoio emocional e psicológico q mtos atletas não têm aqui.
Agora consta lembrar q o esporte em si aqui no Brasil não tem apoio psicológico, emocional, funcional, financeiro (tem q ser a duras imploraçoes..) e etc. Abram os olhos empresários e governo. pelo menos façam como os EUA, só possuem bolsa integral nas melhores universidades o esportista amador d futuro e eles garantem uma boa educação e apoio d td que é tipologia para ele se tornar um Phelps da vida.
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- Vânia RJ » Postado em: 25 de agosto, às 13:22
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O Brasil precisa é de cadeia pra os politicos corruptos,precisa de saúde ,salarios dignos,educação,moradia e principalmente os mesmos direitos a tds independente de credo,raça ou classe social
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- jose marques sarmento » Postado em: 27 de setembro, às 10:28
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O FUTEBOL E SUAS FACES QUE NEM FREUD EXPLICA
Por mais que se tenha amizade respeitosa e profunda por alguém na vida social, profissional, familiar, dentro das quatro linhas de jogo, ela termina no primeiro contato em disputa pela redonda de gomos sextavados, cheia de ar, que possui vontade de ser tratada com requinte por quem a procura para se divertir.
Idéia que a mim surgiu de escrever esse texto depois de ver o documentário PRETO CONTRA BRANCO, jogo de final de ano que ocorre a mais de trinta na favela Heliópolis, a maior de São Paulo, que aborda a diversidade racial, exibido na tv cultura no dia 09/05/08 e ele passar em suas imagens e na relação que tinha os envolvidos de que nunca fugiu a regra de que é assim mesmo que acontece, por mais que seja insignificante para as partes a disputa.
A bola no caso dessas partidas disputadas em muitos campos de terra pela periferia, passa a ser insignificante, vindo à baila a relação do querer do homem se sobrepor a qualquer evento que ocorra e que a ele seja exigido o seu melhor, mesmo porque a maioria não tem tanta intimidade com a pelota, levando muitas vezes à falta dessa intimidade, se dar bem mais e se tocarem também, chegando à pancadaria derrubar quem esteja afogando sua passagem em direção ao bom passe ou ao gol do adversário.
Muito mais pelo poder de possuir a possibilidade de mais uma vitória, levam os jogadores amigos íntimos fora das linhas de jogo, engalfinharem-se e muitas vezes serem até mesmo intransigentes e transgressores nas agressões acintosa das disputas.
Seria o cidadão buscando um ponto de apoio na roda-bola que gira inconstante sob seus pés, dando-lhe a eterna insegurança e por isso tentar se colocar com pseudo poder junto aos da mesma espécie?
Claro que ninguém quer perder, mas muitos para não submergir a chance de ter ganhado nem que seja no futebol, usa e abusa de subterfúgio oriundos do seu caráter abnegado de querer o poder a qualquer preço, dando banana para o bom senso, não importando os meios para se chegar aos fins.
Muito comum esse tipo de contato e afronta nas discussões entre os futebolistas que gostam desse esporte bretão, vindo à mofa calhar de existir desde ao cidadão que tenha alto grau de instrução ao mais perrengue nas atribuições intelectuais.
Não só o entretenimento da peleja em luta pela bola e pelas pernas do adversário põe a pendência em dia, também à possibilidade de extravasar no dia do jogo, tudo que ficou grudado por dentro nos afazeres da semana, pela correia muitas vezes ser acima do que o suporta.
Futebol é sinônimo de euforia, de tristeza, de luta, de intransigência, de o cidadão conhecer a outra parte do outro. Essa de o cidadão conhecer a outra parte do outro, é pôr ele para as disputas esportivas ou pô-lo no transito de São Paulo às seis da tarde de qualquer dia. Se você sentir que o cara não quer perder a qualquer custo, é porque é do tipo que quer levar vantagem até na hora de fazer sexo com a amante, já que com a esposa é comum ele não pensar mais, indo ele primeiro de encontro ao gozo, deixando-a desapontada e pensando na possibilidade de arrumar outro relacionamento.
Viva o futebol que aproxima, mas também afasta e desliga o cidadão dos eventos que poderia ser resolvido por ele, escolhendo melhores políticos para os cargos que, de onde estarão, os guiarão para as vitórias ou as derrotas.
No Brasil a maioria, é sabido, encontrou mais derrota que vitória, aja visto o débito que a sociedade abastada tem para com a população que ama o futebol assim como eu.
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- ALDENIR SOUZA DOS SANTOS » Postado em: 3 de novembro, às 08:09
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Concerteza a Mari cresceu muito muito naquele jogo,depois de ter levado a culpa na última final.Agora ela se redimiu ou melhor ela evoluiu de Mari para a GRANDE MARI que tenho certeza que poderemos confiar na quela última bola do set.Parabéns a todos as meninas da seleção sem a ajuda de voces ñ deriamos nada.
PARABENS.
vamos continuar treinando “O TREINAMENTO LEVA A PERFEIÇÃO” de Marco Aurélio Velloso,meu técnico de vôlei em manaus.
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- Pedro » Postado em: 11 de julho, às 19:57
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Mari é o orgasmo. Adoro!
Maurren, um choro diferente.

É ouro no choro, Brasil. Amigas me ligam do Brasil para contar que grande diversão aí é chorar com os choros daqui - quase sempre de tristeza - e, enquanto choram, trocar telefones sobre quem chorou melhor. A Maurren, claro, também chorou, dessa vez de alegria.
Enredada no doping em 2003, suspensa por 2 anos, a Maggi levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Com 7,04m levou por um centímetro no salto em distância e fez história como a primeira mulher do Brasil a ganhar uma medalha de ouro em categoria individual.
Pelos ecos que chegam ressurgiu aí, logo em seguida ao grande feito de Maurren, certa patriotada midiática. Aquele constrangimento provocado pela habitual busca da emoção familiar diante das câmeras só não foi maior, me contam, porque Sofia, filha da Maurren, melou o clima ao dizer à mãe que preferia “a prata”.
Por aqui a Maurren fez toda a festa a que tem direito no estádio Ninho de Pássaro. Chorou, pulou, sapateou, correu pela pista, saudou os chineses, com bandeira vermelha em punho, e foi aplaudida de pé. Num clima de até-que-enfim choraram também jornalistas e comentaristas.
Mais do que compreensíveis as lágrimas de Robson Caetano, medalhista olímpico nos seus tempos de pista e agora analista do SportTV. Ele sabe quanto custa e quanto vale. Já os jornalistas…
História também faz o time de vôlei feminino, pela primeira vez na disputa do ouro. Amanhã contra as norte-americanas a final que pode redimi-las; diante de si mesmas antes de tudo mais. Atenas 2004 ainda está engasgada e quem vê de perto percebe que elas jogam com sangue nos olhos.
Para tanto o técnico José Roberto Guimarães tomou suas providências. Pagando do próprio bolso trouxe para Pequim uma psicóloga, contou a Terra Magazine Katia Rubio, professora da Faculdade de Educação Física da USP, pós-doutora e presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte. Se vencerão ou não é uma outra história, mas até a semi-final não deram sinais da fragilidade de Atenas e do Pan 2007.
Na final também, e mais uma vez, o vôlei masculino. Pedreira o 3 a 1 contra a Itália. Quando tudo parecia perdido depois do 25 a 19 no primeiro set, Giba sacudiu o time que fechou com 25 a 18, 25 a 21 e 25 a 22. Dezessete títulos de alcance mundial em seu estupendo currículo, ainda assim Bernardinho comanda o time sob mais pressão do que nunca.
Ambas contra os EUA, as seleções de vôlei do Brasil jogarão pelo ouro e contra a aposta dos que torcem contra. Não confundir os corvos de plantão, aqueles e aquelas que se alimentam das derrotas alheias, com os que apenas não embarcam na presepada do “ouro, ouro” e rejeitam a patriotada de ocasião.
Aí e aqui os que em suas tocas se remoem com o sucesso alheio miram em Mari, no vôlei feminino, e em Bernardinho. Ela, por Atenas. Ele, porque o filho Bruno sabe jogar vôlei e está onde merece.
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- GPS Craniano » Postado em: 23 de agosto, às 14:15
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Beleza de trabalho Bob. O diário da China ta de mais. Belas imagens e idéias. Pelo visto voce se orientou bem por ai sem a minha humilde orientaçao. Abraço,
GPS Craniano
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- Ive » Postado em: 23 de agosto, às 15:22
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Bob Fernandes, sou estudante de jornalismo e estou acompanhando seu blog desde o começo dos jogos de pequim.
Você sempre coerente, bem informado, é um orgulho tê-lo como participante ativo da mídia brasileira!
Vi tantas bobagens serem ditas por ‘profissionais experientes’ nessas olimpíadas que é realmente reconfortante ler suas palavras.Um exemplo a ser seguido!
Abraços!
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- ANDRE SEIXAS » Postado em: 23 de agosto, às 17:12
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bob, as meninas mereceram, o ze roberto tambem, o que nao aquento sao dirigentes oportunistas quese aproveitam de alguns bons resultados.
ao invez de fazer obras monstruosas como querem fazer em 2016, deveria ser investir no esporte, para talvez a alguns milhares de anos depois sermos uma potencia olimpica.
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- Costa » Postado em: 24 de agosto, às 17:20
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hehehe…. Valeu por divulgar Rodrigo. Abro mão de todos os direitos autorais, pela benevolencia coletiva desses versos…
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- RICARDO » Postado em: 25 de agosto, às 15:06
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E uma falta de respeito com os atletas do brasil,ganhar e bom mais temos q saber ,empatar e perder ,o q os pais ricos aposta nos seus atletas e bem mais q o brasil,PARABENS A TODOS VC,OLIMPICOS ,SAO TODOS OROS
Brasil: o medo de vencer e as derrotas

Vou elevar Muricy Ramalho à categoria de filósofo. Não sei em que gramado da vida ele garimpou a frase, mas “a bola pune” é irretocável para definir o jogo em que o Brasil entregou o ouro para os EUA no futebol feminino.
A bola puniu com um 1 a 0 o domínio estéril, embalado por uma quantidade de passes errados, 62, que faria o Dalai Lama perder a paciência.
Certamente em algum livro de auto-ajuda o professor Vanderlei Luxemburgo capturou outra máxima: “O medo de perder tira a vontade de vencer”. Nesse momento Almanaque de Farmácia sapequemos outra filosofada, e essa vale não apenas para os futebóis, mas também para o conjunto da obra de até agora em Pequim e cercanias: “O medo de vencer leva à derrota”.
Numa entrevista publicada hoje pelo Terra, o técnico Dunga diz que Ronaldo Gaúcho e a seleção não necessitam de um trabalho psicológico. Não é o primeiro a pensar assim, e é claríssimo que os atletas brasileiros têm um profundo preconceito em relação ao divã. Auxílio que, para dar apenas um exemplo, Michael Phelps tem, e tem como algo indispensável.
Atletas brasileiros entendem as expressões “psicólogo”, “terapeuta”, como se fossem a marca da fraqueza e assim, enquanto não são levados a se fortalecer emocionalmente, perdem partidas, provas, batalhas em que poderiam ter vencido ou, ao menos, ido adiante. E choram, choram, o Brasil já chorou um rio Amazonas nessa Olimpíada.
Normalíssima a emoção na vitória, numa derrota ou outra, mas não é possível que esse vale de lágrimas verde-amarelo não signifique descontrole, uma bandeira gigantesca da falta de preparo emocional básico para uma competição de altíssimo nível como uma Olimpíada. Outro exemplo? Uma Copa do Mundo.
Alguém aí acha normal um super-astro, um atleta como Ronaldo Fenômeno chegar a uma Copa com a quantidade extra de arrobas que ele chegou à Alemanha? Ou outro super-astro como Ronaldo Gaúcho, com todo aquele talento, encolher nos momentos decisivos, entregar-se por quase meio ano e chegar a uma Olimpíada com aquele pandeiro?
Não se trata aqui de buscar “culpados” - a caça ridícula, esse hábito tão brasileiro da pessoalização após as derrotas -, mas fatos são fatos e nesses dias de Olimpíada em Pequim os fatos, e as fotos, falam por si.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman - que tem evitado perguntas de jornalistas sobre o desempenho do Brasil -, acha natural, normal, a reação de um atleta de alto nível como Diego Hypólito, e mesmo a do técnico Renato Araújo, após a queda no domingo?
O presidente do COB, preocupadíssimo com o “projeto olímpico Rio 2016″, considera normal, natural o que descreveremos abaixo?
O campeão mundial de judô João Derly chorou ao ser desclassificado, o judoca Eduardo Santos chorou, o atirador com pistola Júlio Almeida chorou, a nadadora Poliana Okimoto e a judoca Danielle Yuri choraram, como chorou a Claudinha armadora do basquete depois da derrota e como, ainda antes dos Jogos, chorou a Iziane também do basquete, como foi às lágrimas a Jade Barbosa, como chorou Clementino, o primeiro cavaleiro negro do Brasil numa Olimpíada, como chorou Fabiana Murer em busca da vara perdida, como se debulhou o Diego Hypólito enquanto se desculpava com “o povo brasileiro”, como foi às lágrimas hoje a maratonista Tânia Spindler, como chorou, e muito, o Ronaldinho, como choraram há pouco a Marta, a Cristiane e meio time…
Eles e elas têm vergonha na cara, eles e elas dão um duro danado enquanto a cartolagem só aparece na hora da foto do ouro e se esconde nas derrotas, elas e eles têm histórias pessoais duríssimas, lutam e lutaram como grande parte do povo brasileiro, eles e elas amam o Brasil e pelo Brasil sofrem, somos todos latinos, todos eles são gente honesta, honrada e há que respeitá-los antes de tudo…
Tudo isso é verdade, mas há nesse vasto chororô algo estranho quando se quer vencer em competições de altíssimo nível. O Cielo chorou com o ouro como a Isinbayeva chorou no pódio com o hino da Rússia, mas este é um outro choro.
Estas são as lágrimas de quem não temeu vencer, de quem superou tudo e chegou lá. De quem não foi paralisado pelo medo da derrota; sentimento natural, humaníssimo, mas competições desse nível medem, ao final, também isso: quem, quais, são capazes de superar os limites, as fraquezas humanas.
Nem todos choraram por não ultrapassar os limites, as variáveis são muitas, mas esse acima é apenas um elenco de fatos. De fotos.
Para que essas constatações não decorram apenas da frustração pela triste derrota das meninas há pouco, busquei ouvir alguém do ramo. A rapaziada do Terra Magazine acaba de conversar em São Paulo com Kátia Rubio, professora de Educação Física na USP com pós-doutorado na Universidade de Barcelona e presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.
Leia aqui entrevista que ela havia concedido esta semana sobre o despreparo de boa parte dos atletas brasileiros para uma competição como a Olimpíada, e encerremos com um resumo do que disse hoje.
Kátia Rubio não tem “dúvida alguma” de que falta a atletas brasileiros a preparação psicológica, emocional, “mais elementar” para lidar “com a pressão”.
Sobre a derrota da seleção feminina no futebol, ensina: “Seria exigir demais dessas meninas, que além de tudo vivem à sombra do futebol masculino, ter o gigantismo que uma decisão como essa demandava”.
Ronaldinho Gaúcho. Ela não o conhece pessoalmente nem a sua história e nem a ele se refere, mas entende que “todo atleta que passa por algum tipo de acidente de percurso” precisa de “um suporte psicológico”.
Quanto ao Vale de Lágrimas, a professora Rubio lembra que não foram apenas os brasileiros a chorar de frustração e cita Isinbayeva como exemplo clássico do pranto pelo sonho realizado. Mas, repete: “A demanda de uma final Olímpica é muita coisa…”
Em tempo: para quem não viu e também não quer saber mais do que isso, com um chute cruzado de esquerda da entrada da área, aos 6 minutos da prorrogação, Carl Lloyd fez o gol da vitória dos EUA.
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- Brasileiro Nato » Postado em: 22 de agosto, às 11:49
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O governo brasileiro está preocupado em quebrar records de salário para deputados e senadores e grandes saltos na corrupção nacional, só isso.
RIO 2016 = VEXAME
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- Maria » Postado em: 22 de agosto, às 13:31
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Palmas, palmas e palmas mais uma vez por este fantástico artigo! será que um dia tudo isto será aplicado?
Obrigada mais uma vez …………….
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- willian » Postado em: 22 de agosto, às 13:56
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Sincera e honestamente até parece telepatia, minha opinião e acredito que a de muito outros brasileiros fora brilhantemente espelhada neste texto. Só gostaria de acrescentar que chegou o momento de ocorrer uma democratização no esporte, sendo assim seria imprescíndivel o investimento em esportes com luta greco-romana, polo-aquático, boxe, remo, e tantos outros que vivem das quirelas deixadas pelo futebol( o masculino) e agora o volei, sendo que este primeiro demonstou por diversas vezes ser um péssimo investimento, pois são anos de busca por uma única medalha de ouro e eterno ostracismo para esportes que poderiam nos dar várias. Acredito que cabe a cada confederação e a imprensa pressionar o governo e a iniciativa privada na busca dessa tão sonhada democratização
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- gabriel » Postado em: 22 de agosto, às 15:13
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Certamente precisamos de apoio psicológico. Temos um potencial imenso e poderiamos ser ainda mais vencedores, é claro que falta apoio do governo, patrocinio e várias coisas, mais nosso desempenho nessa olimpiada deixa claro que faltou nervos aos atletas que estão lá, o judo é um exemplo claro, excelentes resultados ao longo dos anos e nos jogos apenas medalhas “sofridas” de bronze. Quem manda no corpo é o cerebro, sem ele no controle, nada feito!
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- Thiago » Postado em: 23 de agosto, às 18:42
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bob, parabens pelo texto.
Mas a foto do João Derly não tem muita relação com o medo de perder ou desequilibrio emocional numa luta decisiva. Ele perdeu por conta de decisões polêmicas do árbitro.
Mas como exemplo de atleta que é, não questionou o juiz e compreendeu que isso faz parte do esporte….
Dunga na frigideira
Dunga na frigideira. E o óleo ferve. Outro não foi o assunto nesta quarta-feira no circuito virtual e telefônico China-Brasil-China. Na ressaca de Argentina 3 Brasil 0 discute-se o quando e o como, e não falta quem esteja a jogar lenha na fogueira. Inclusive de lá dos andares superiores.
Antes, porém, uma observação, para que fique claro o que é informação e o que é opinião pessoal. Este blogueiro entende que o cidadão Dunga, o ex-atleta Dunga, o capitão da seleção - decisivo - na Copa 94, o técnico campeão da Copa América 2007, deve ser tratado com todo o respeito que sua história merece, aconteça o que acontecer; e se vier mesmo a acontecer.
Uma coisa é o futebol, o resultado esportivo. Perder, ganhar, debater se o técnico é ótimo ou péssimo. Ser ou não demitido por conta de resultados é uma das coisas do futebol, da vida. Outra coisa é admitir a rasteira, o esgoto como caminho numa seleção brasileira. Sempre que assim se faz terminam todos emporcalhados. E o cheiro não é bom. Espera-se que Dunga seja mais uma vez Dunga se o jogo não for claro. Que divida, rache, e encare a parada de frente como sempre fez.
Nessa história os andares de cima são dois, e há entre eles ao menos alguma interconexão. Um é o da CBF de Ricardo Teixeira, o outro é o poder político, o Estado, às vésperas da Copa 2014 e os bilhões em dinheiro público que serão necessários.
Lula, o presidente da República, e Arlindo Chinaglia, o deputado petista e presidente da Câmara dos Deputados, acenderam um fósforo depois do jogo. O presidente da República, segundo testemunhos, teria dito que nem o Corinthians nos seus piores momentos o havia deixado “tão irritado”. O presidente da Câmara foi mais longe. Opinou:
- O Dunga já deveria ter caído… falar da queda do Dunga depois da derrota para a Argentina é quase uma covardia.
Quanto a essa última observação, a da covardia, não há o que discordar. Resta uma questão que só será dirimida se o blogueiro, hoje em Pequim, tiver uma chance de encontrar-se com o treinador, já em Shanghai. A questão é: já sabemos o que pensa Chinaglia da seleção dirigida por Dunga, mas o que pensaria Dunga da Câmara dos Deputados dirigida por Chinaglia?
E o que pensaria sobre Dunga hoje o presidente da CBF, Ricardo Teixeira? Há controvérsias. Consultados os oráculos depois dos 3 a 0 (leia aqui), a informação era de que nada aconteceria antes de Chile x Brasil, em Santiago dia 7 de Setembro, e Brasil x Bolívia no Engenhão, Rio de Janeiro, dia 10. O Brasil, como se sabe, está no 5º lugar nas Eliminatórias.
Do outro lado na controvérsia há quem diga que Ricardo Teixeira já teria se decidido por Vanderlei Luxemburgo e estaria em dúvida apenas quanto ao momento: esperar ou não a próxima rodada das Eliminatórias? Dizem, inclusive, que Teixeira teria mandado um recado para o técnico do Palmeiras logo depois do Brasil e Argentina do Mineirão, aquele 0 a 0: fique calado e não responda perguntas sobre a seleção. O emissário teria, por conta própria, repetido a mensagem a Luxemburgo depois do 3 a 0.
Os oráculos mantêm a tese. Nada, seja lá o que for, se faria antes da próxima rodada das Eliminatórias e, repetem os oráculos, futebol é uma caixinha de surpresas, um baú de imprevisões…
Quanto às teses e caminhos, é aguardar os próximos dias, se muito semanas, para ver onde estava a verdade. Se na frigideira acesa logo após a partida em Pequim com uma pinta de saltando-daqui-a-pouco, ou se num processo lento, gradual e seguro. Processo este ainda submetido a resultados.
Informação objetiva neste longo dia de ressaca, boatos e óleo fervente na frigideira, só agora há pouco. Bernardo Ramos, repórter deste Terra na cola da seleção, adentrou sorrateiramente o hotel dos amarelos e por lá acampou, preocupado com o silêncio no celular de Rodrigo Paiva – o assessor de comunicação da seleção.
Só ele de jornalista no saguão do Huating Hotel Towers. Deu-se então, já no final da noite da quarta-feira, o seguinte diálogo:
- Rodrigo, o cara não caiu?
- Não…
- Tô aqui no teu hotel…você pode me expulsar se quiser…
- Não, imagina…
- Você falou com o presidente?
- Eu falo com o presidente (Ricardo Teixeira) sempre…
- Ele falou alguma coisa sobre a convocação ou o jogo contra o Chile?
- Não, vá dormir tranqüilo.
- Não, eu vou dormir aqui. Então o cara não caiu hoje, nem cai amanhã e nem depois?
- Não, eu trabalho sério. Vá dormir tranqüilo…
Até o fechamento desta edição, 4 jogadores belgas jogavam gamão no saguão do hotel enquanto dirigentes da mesma seleção, a belga, enchiam a cara.
Veja também:
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Comentários
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- PAULA » Postado em: 23 de agosto, às 19:27
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ACHO QUE É FACIL FALAR EM QUEDA DE TECNICO DEPOIS DA DERROTA,TODOS DE FORAM AGORA VIRAM TECNICOS,TODOS SABEM TUDO DE JOGO,TODOS SÃO ESPERTOS E SABIOS EM FUTEBOL,QUERIA QUE O PRESIDENTE DA CBF DIRIGE SE UMA PARTIDA DE FUTEBOL PARA VER QUANDO É A PRESSÃO EM SER UM TECNICO UMA RESPONSABILIDADE TREMENDA,PRINCIPALMENTE DA SELEÇÃO BRASILEIRA.
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- Maria jose » Postado em: 23 de agosto, às 19:36
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Eu também so verei jogos da seleção se não mudar de tecnico,o Dunga permanecer.
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- Dunga - O Ténico... ops técnico » Postado em: 25 de agosto, às 13:56
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Márcia o melô está errado…
Eu dou… eu dou… o ouro agora eu dou… la la la lá…lalalalalá
Eu dou, eu dou eu dou eu dou kkkkkkk
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- Thiago Ribeiro » Postado em: 25 de agosto, às 21:26
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O Brasil, com um técnico como Dunga, como é que pode ir para frente?! Os Brasileiros já sabiam que o futebol masculino não ia dar em nada! Por isso meu repúdio a toda a essa aberração!!!
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- CRISTINA MARIA RIBEIRO BENEVIDES » Postado em: 28 de dezembro, às 11:19
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EXCELENTÍSSIMOS SENHORE (A)S
DOUTORE (A)S MINISTRO (A)S DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PODER JUDICIÁRIO DO BRASILCristina Maria Ribeiro Benevides, vem, respeitosa e tempestivamente, à presença de Vossas Excelências, para apresentar suas razões de apelação para marcação do julgamento do recurso extraordinário nº 194662 e requerer do ministro Exmº Dr. Ricardo Lewandowski que proceda a solicitação da apreciação do RE oriundo de um processo trabalhista onde na conclusão da referida Convenção e com a mesma assinada pelas partes na CCT de 1989/1990 entre SINDIQUÍMICA e SINPER e onde todos os representantes dos empresários assinaram o referido texto final dessa Convenção garantindo o pagamento das perdas salariais em discussão naquele momento.
O direito fundamental à razoável duração do processo, por força da Emenda Constitucional nº 15/2004, que acresceu o inciso LXXVIII ao artigo 5º da Constituição Federal de 1988, afirma: CFB em seu Artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI- a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
É o momento, eu acredito, de que se aplique a arbitragem como meio de solução dos conflitos trabalhistas. A Lei 9307/96 diz que: a aplicação da arbitragem para solução de conflitos trabalhistas inicia-se pela análise dos meios de solução de conflitos desta área, Prossegue-se com a averiguação das possibilidades e da utilidade da arbitragem no direito do trabalho, no que tange aos dissídios coletivos e aos dissídios individuais
O aspecto da demora da responsabilidade do Estado sobre a demora do processo judicial ou administrativo deveria obedecer ao princípio da cooperação entre os sujeitos do processo para alcançar um deslinde justo e célere (a um conflito entre os ministros deste STF sobre a Convenção Coletiva de 1989/1990 entre SINDIQUÍMICA e SINPEQ) e versar do princípio da cooperação entre os sujeitos do processo para alcançar um resultado justo e célere a este RE.
Pelo que acompanhei e conheço o SINPEQ do Pólo Petroquímico d Camaçari – Bahia – BA/CCT de 1989/1990, CONCORDOU e ASSINOU A CCT, comprometendo-se em repor as perdas salariais dos planos econômicos do governo Collor naquela época de injustiças plenas ao povo brasileiro. E o que houve mesmo?
Como fartamente abordado tanto na exordial como nos demais pronunciamentos acostado pela Apelada, versa a discussão do presente feito sobre a obrigação de pagar descumprida pelo apelante, após ter aderido a plano de consórcio por ela administrado, ter sido contemplado e por fim estar com a posse do bem que adquiriu por força do dito plano.
Razões da apelação
O que eu não entendo em minha ignorância jurídica, em meu entendimento de honra e palavra empenhada, dada, compromisso assumido de acordos entre pessoas, empresas, sindicatos é que não está acontecendo, como deveria no referido processo. Quero manter a certeza que existe justiça no Brasil e tendo a dúvida sobre os motivos que levam aos excelsos ministros desta Casa Suprema em não assinar, julgar e declarar que os trabalhadores das empresas deste Pólo Petroquímico de Camaçari – Bahia daquela época: 1989/1990 fazem jus à justiça embasados nas concordâncias e assinaturas de homens íntegros moral e profissionalmente de um acordo trabalhista pré-discutido e chegado a um acordo satisfatório para os trabalhadores. O que não compreendo é que as partes concordaram em repor as perdas salariais, mas o patronato mesmo assinando que reconhecia ao absurdo dessas perdas devido ao Plano Collor Verão ache “brecha” na Lei e coloquem na justiça brasileiro como um processo trabalhista contradizendo um acordo já previsto e assinado de reposição das perdas por eles mesmos, empresários, reconhecido e continuamos a esperar durante longos anos aqueles trabalhadores que ainda não faleceram pela compreensão e justiça do magistrado brasileiro, ou seja: as partes envolvidas (SINPER E SINDIQUÍMICA) reconhecem o erro do plano econômico e se dispõem a pagar as perdas para seus empregados. Mas para nossa surpresa a justiça brasileira representada pelo Supremo Tribunal Federal e que coloca as interrogações e dúvidas em um direito adquirido e reconhecido por todos os envolvidos e mantêm este Recurso Extraordinário nº 194662 “parado”. Sem explicar o porquê, sem dar uma satisfação ao povo brasileiro. Onde anda a justiça? Onde lendo a Carta Magna nós do Sindiquímica contrariamos alguma Lei, Normas, Dispositivos e etc. O que está sendo julgado no momento pelo STF é uma decisão já amparada pelas Leis e reconhecidas pelas partes envolvidas.
Onde está o impasse jurídico? O problema?
Realmente sou uma ignorante jurídica, mas tenho certeza que quando a eqüidade e justiça eu entendo perfeitamente.
Recurso extraordinário
“(RE) Recurso de caráter excepcional para o Supremo Tribunal Federal contra decisões de outros tribunais, em única ou última instância, quando houver ofensa a norma da Constituição Federal. Uma decisão judicial poderá ser objeto de recurso extraordinário quando:
1- contrariar dispositivo da Constituição;
2- declarar inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
3- julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição.
Partes Qualquer pessoa. Tramitação Para ser admitido o Recurso Extraordinário, a matéria constitucional deve ser pré-questionada. Em outras palavras, a sentença recorrida tem de tratar especificamente do dispositivo da Constituição que se pretende fazer valer. Não se pode dizer que uma decisão fere a Carta Magna genericamente: o correto é apontar o artigo supostamente violado. Antigamente só existia um recurso julgado pelo STF, o extraordinário, que abrangia as modalidades extraordinárias e especiais de hoje. Diante do aumento vertiginoso do número de causas que passaram a chegar ao Supremo, a Constituição de 1988 distribuiu a competência entre o STF e o STJ, sendo que o primeiro seria guardião da Constituição e o segundo, da legislação federal. Então, os recursos excepcionais foram divididos entre as duas cortes, cabendo exclusivamente ao STF o extraordinário e exclusivamente ao STJ o recurso especial. São características comuns do Recurso Extraordinário e Recurso Especial: 1- esgotamento prévio das instâncias ordinárias (não cabe mais recurso para instâncias inferiores); 2- a atuação do STF e STJ não é igual à dos outros tribunais? Sua função aqui é guardar o ordenamento jurídico e não a situação individual das partes. A parte poderá ser beneficiada por essa guarda, mas a mera alegação de que as decisões anteriores lhe foram?Injustas? Não servem para fundamentar esses recursos; 3- não servem para mera revisão de matéria de fato; 4- sua admissão depende da autorização da instância inferior, e depois do próprio STF e STJ; 5- os pressupostos específicos desses recursos estão na Constituição Federal e não no Código de Processo Civil e na Lei 8038/90; 6- enquanto perdurarem os recursos excepcionais, a sentença anterior já pode ser executada provisoriamente; 7- os dois recursos podem ser ajuizados simultaneamente no STF e no STJ, já que suas diferenças são bem delineadas pela Constituição, tratando-se de discussão de matérias distintas. Portanto, o prazo para apresentar os recursos corre simultaneamente, sendo de 15 dias. Conseqüências Jurídicas O efeito da decisão no Recurso Extraordinário só vale entre as partes no processo, e para elas a lei é inconstitucional desde o seu surgimento. A declaração de inconstitucionalidade não anula nem revoga a lei. Teoricamente, ela continua em vigor até que seja suspensa pelo Senado Federal, conforme prevê a Constituição em seu artigo 52, inciso X. Fundamentos legais Constituição Federal, artigo 102, III e artigo 52, X. Código de Processo Civil? Artigos 541 a 546. Lei 8.038/1990, artigos 26 a 29. Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, artigos 321 a 326.
Pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski interrompeu o julgamento, na tarde de 25/10/2007, dos Embargos de Divergência nos autos do Recurso Extraordinário (RE) 194662. Os embargos foram opostos no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Empresas Petroquímicas, Químicas Plásticas e Afins do Estado da Bahia (Sindiquímica), contra acórdão proferido pela Segunda Turma do STF nos Embargos de Declaração no RE.
O caso
Ao analisar o RE 194662, interposto pelo Sindiquímica contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Segunda Turma do STF decidiu no sentido de que a Lei federal 8.030/90 – que instituiu novo sistema de reajuste de preços e salários no governo Collor, não deveria prevalecer sobre a convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). A convenção foi firmada entre o Sindiquímica e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais Petroquímicas e Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D’Ávila (Sinper), para vigorar entre setembro de 1989 a agosto de 1990. Conforme o acórdão da Turma, a convenção é um ato jurídico perfeito e deveria ser respeitado.
Contra essa decisão, e com a alegação de que o STF não teria levado em conta a jurisprudência da Casa, o Sinper opôs Embargos de Declaração, que foram recebidos pela Segunda Turma. Com isso, foram mantidos os reajustes regidos pela Lei 8.030/90 – menos favoráveis aos trabalhadores, e não mais os previstos pela convenção trabalhista.
Ao analisar o RE 194662, interposto pelo Sindiquímica contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Segunda Turma do STF alguns ministros do STF decidiram no sentido de que a Lei federal 8.030/90 – que instituiu novo sistema de reajuste de preços e salários no governo Collor, não deveria prevalecer sobre a convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). A convenção foi firmada entre o Sindiquímica e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais Petroquímicas e Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D’Ávila (Sinper), para vigorar entre setembro de 1989 a agosto de 1990. Conforme o acórdão da Turma, a convenção é um ato jurídico perfeito e deveria ser respeitado.
Contra essa decisão, e com a alegação de que o STF não teria levado em conta a jurisprudência da Casa, o Sinper opôs Embargos de Declaração, que foram recebidos pela Segunda Turma. Com isso, foram mantidos os reajustes regidos pela Lei 8.030/90 – menos favoráveis aos trabalhadores, e não mais os previstos pela convenção trabalhista.
Votos de alguns ministros relatores
Os votos de alguns ministros relatores afirmam e isto está documentado que os embargos de declaração não poderiam ter sido providos para a correção de possível erro de julgamento. Para ele, ao receber os embargos, a Segunda Turma contrariou a jurisprudência do Supremo. “Embargos de Declaração não têm o condão de submeter o que decidido – e expressamente decidido com relação à existência ou não de divergência ou de peculiaridades do caso concreto que afastavam os precedentes, a novo julgamento”.
Por essa razão, alguns ministros votaram no decorrer desses anos, no sentido de conhecer e receber os Embargos de Divergência, para anular o acórdão da Segunda Turma do STF no julgamento dos primeiros Embargos de Declaração. E, com isso, restabelecer o que foi decidido no julgamento primitivo do Recurso Extraordinário, para fazer prevalecer à convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA) sobre a Lei federal superveniente, menos favorável aos trabalhadores. Processo RE-194662.
Sinto-me do triste, desesperançosa, envergonhada diante dos povos de outros países do mundo de ser brasileira e viver em um país que tem leis e brechas nas leis que permitem assassinos (a população de classe alta, média alta, empresários e políticos) responderem em liberdade condicional, empresários, políticos, funcionários federais desviarem verbas públicas e não acontecer nada, mas com o povo brasileiro pobre e desgraçado que é a imensa maioria do Brasil acontece tudo contra a gente. Aí surgem leis e outros para impedir que o povo tenha dignidade e orgulho de ser brasileiro. Já não mais acreditamos os homens dos poderes deste país outros com um Código Penal Brasileiro datado de 1940. É possível que eu morra e não veja ser feita a justiça nesse processo trabalhista. Deprimente. Uma tristeza e vergonha.
Os empresários se comprometeram pagar o que nos deve, mas a decisão está “emperrada” na justiça.
Então, o ministro Ricardo Lewandowski discorda de seus egrégios colegas e por quê? Ajude-me a entender esta demora em atender ao anseio justo dos trabalhadores, por que sou ignorante de estudos acadêmico, doutores.
O que é um acordo firmado entre as partes assinada e registrada? O que é transparência? Por que ministros reconhecidamente justos e homens com integridade moral e jurídica ilibada conhecida internacionalmente declaram-se em conclusões processuais jurídicas a favor da justiça dando suas razões e outros ministros de menor número não concordam? Eu não consigo entender. Se no Brasil tivesse pena de morte como ficaria o réu se fosse o caso em questão? Uns dão a sentença máxima outros prisão perpétua, se o crime, a situação foi à mesma que está sendo julgada?
Estou decepcionada e cansada. Desde 2005 que solicito uma apuração, um julgamento levando em consideração que houve naquela época concordância que havia perdas para repor em nossos salários e inclusive há um texto do senador Aloísio Mercadante onde ele explica o ABSURDO do Plano Collor I para os trabalhadores e hoje nenhum senador ou deputado estadual principalmente do PT como é o caso do referido senador, e nem a Central Única dos Trabalhadores não se manifestam dando uma mensagem, uma carta, uma Petição de solidariedade aos trabalhadores do Sindiquímica.
No Brasil eu só acredito em Deus e em mim. Vergonha. Que decepção, que espera por justiça absurda. Que desespero e que descrédito nos Poderes Brasileiros. Quem vai defender os pobres e trabalhadores neste país?
Termos em que,Pede deferimento.
Salvador (BA), 28 de dezembro de 2008.
Cristina Maria Ribeiro Benevides
Apelante e Ignorante Cidadã BrasileiraDaniel Dantas disse ao jornalista Bob Fernandes: “Vou detonar! Vou contar tudo. Tudo sobre a corrupção no Judiciário, no Congresso, na imprensa!”. Com medo, Gilmar Mendes mandou soltar o banqueiro. ?????????????
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2008/07/presidente-do-stf-determina-novamente.html
O Ibope, Dunga e Ronaldo

A pressão vai crescer. Muito. O próprio Dunga sabe e antecipou-se ao admitir isso depois do Argentina 3 Brasil 0 que despachou a seleção amarela para, no máximo, um bronze olímpico. Quem é do ramo aposta que nada, seja lá o que for, acontece antes de Chile e Brasil, em Santiago a 7 de setembro, e o jogo contra a Bolívia no Engenhão, Rio de Janeiro, dia 10. O Brasil, hoje, está em 5º lugar nas eliminatórias da Copa 2010.
Se nessa rodada a maionese desandar de vez, aí sim será necessária uma marcação homem a homem em Carlos Augusto Montenegro, o diretor do IBOPE. Informação: em 2002, antes de escolher Felipão Scolari para dirigir a seleção, Ricardo Teixeira encomendou, muito sigilosamente, uma pesquisa ao IBOPE. Deu Felipão na cabeça.
Ensinam os oráculos, os conhecedores profundos desse jogo de bastidores, que um técnico da seleção brasileira está para o presidente da CBF assim como o ministro da Fazenda está para o presidente da República. É sempre um homem da sua máxima confiança, o presidente reluta em movê-lo até que os resultados não mais permitam a manutenção, e as mudanças só se fazem em momentos de crise aguda.
Se os resultados não aparecem, não aparecerem, há, haverá, uma escalada: em primeiro lugar ausculta-se a opinião pública e, em seguida, a opinião publicada; ou falada, televisada, todo o pacote midiático. Mas, repita-se, antes de tudo há uma peça que move a engrenagem: o resultado, os resultados. A engrenagem já se move.
A avaliação que se faz é que o Brasil vive uma entressafra. Daí, inclusive, a tentativa de recuperar Ronaldinho que, aos 28 anos, véspera dos 29, vivia uma profunda crise técnica e pessoal. Depois do jogo dois personagens centrais falaram. Dunga, sobre seu futuro e o de Ronaldinho, e o próprio Ronaldinho.
Dunga disse que o meia do Milan foi um exemplo, e não apenas nos treinamentos, que conta com ele na seleção e que não se esperava sua plenitude na Olimpíada. Ronaldo confessou que “a noite vai ser muito longa” e desabafou: “Nós brasileiros não sabemos perder, e isso é terrível”.
Ronaldo tem razão ao dizer isso e o exercício do chute no cachorro ferido ou morto é sempre algo covarde, mas há outras razões, e nem ele mesmo tem como desconsiderá-las. Vamos a elas, antes de tudo à primeira delas: o Brasil, que de fato não costuma saber perder, assim como Ronaldo não está sabendo vencer.
Ronaldo, um extraordinário coadjuvante na Copa 2002, um Rei nos primeiros anos de Barcelona, naufragou com quase toda a equipe amarela na Copa 2006. E o naufrágio fez muito mal a ele, fragilizou-o desde então, inclusive no Barcelona, de onde acabaria saindo após meses de declínio e inatividade.
Quem está na China, na Ásia onde Ronaldinho representa 7 marcas e tem mais de 100 produtos licenciados com seu nome, sabe que ele é por aqui um superstar, enquanto celebridade esportiva alguém no nível das mega-estrelas Phelps, Nadal, Federer, Isinbayeva, ou ainda mais.
Quem esteve no Estádio dos Trabalhadores nesta terça-feira, viu, ouviu. Até que a Argentina fizesse 2 a 0 e Messi desbancasse Ronaldo na grande cena, assim como já havia feito no Barça, cada toque do 10 brasileiro na bola era recebido com um Ooooohhhhh, Aaaahhhhhhh. Mas, nesse momento do jogo, jornalistas estrangeiros e a platéia perceberam que ele se limitava a ser um carimbador na troca de passes do Brasil. E os murmúrios cresceram.
Mais do que forma física - que é solar e está escrito no largo quadril - o que falta a Ronaldinho é auto-estima. Confiança. Agressividade para exercer todo seu extraordinário talento e o papel que a ele parecia reservado. O grande coadjuvante - quando na seleção - tem um óbvio, evidente problema em ser o homem que aceita a gigantesca responsabilidade, e a resolve, transformando-a em vitória.
O problema de Ronaldo, assim como de grande parte dos atletas brasileiros na olimpíada, é a absoluta falta de assistência psicológica digna do nome. Não de alguém que faça caminhar sobre brasas ou ensine a “vencer na vida em 12 lições”, mas de alguém ou de um grupo que de fato entenda de humanos, suas almas, cabeças e dramas.
Quem viu Michael Phelps - que tem permanente assistência do gênero - chamar para si todos os recordes e piscinas de Pequim, quem assistiu à russa Isinbayeva esperar todo o estádio e o planeta prestarem atenção nos seus saltos para só então buscar o recorde mundial e o ouro, sabe do que precisa Ronaldo para manter-se no topo como um super-astro.
Não é, seguramente, afundar-se nas churrascadas, abandonar o futebol por quase meio ano e ganhar 7 quilos enquanto o irmão mais velho decide seu destino. Como diria Muricy, o do São Paulo, a bola pune, cobra. Como deve ter percebido o próprio Ronaldo pelos murmúrios da platéia depois dos 2 a 0, ainda antes do terceiro, o mesmo público que venera, idolatra, também cobra dos seus superstars. Cobra que mantenham-se no topo. Ou… Messi.
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Comentários
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- Agnus » Postado em: 20 de agosto, às 17:28
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O Brasil não sabe perder?!?!?!?!?! KKKKKKKKKKK! O Brasil não sabe é ganhar!!!!
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- Leon Garcia » Postado em: 20 de agosto, às 17:30
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Dunga foi um jogador de respeito, mas é um dos piores técnicos que já comandou a seleção. Ele tem que sair mesmo. O melhor é que nunca tivesse entrado. Porém, o real problema da seleção brasileira se chama Ricardo Teixeira. Esse cara governa o futebol brasileiro há mais de trinta anos consecutivos. E vai continuar por quanto tempo quiser porque ele é dono da CBF. Isso é um absurdo, mas vai continuar sendo assim mesmo e nós não podemos fazer nada, somos impotentes.
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- Marcos » Postado em: 20 de agosto, às 18:10
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SELEÇÃO PERDEU E SE VER MEUS COMENTARIOS ANTES em ouros blogs na internet EU DISSE O QUE QUE O GAUCHO NÃO SABE JOGAR NO ATAQUE E TODA VEZ QUE FEZ ISSO NA SELEÇÃO NÃO DEU CERTO ACREDITO QUE NA SUA HISTORIA DE SELEÇÃO FORAM UNS 4 JOGOS ANTES DA OLIMPIADA COMO SEGUNDO ATACANTE O ULTIMO FOI CONTRA FRANÇA E NÃO ADIANTA ELE VEM PARA MEIO CAMPO DEFEITO ESTE QUE O RIVALDO TINHA QUE EM 2002 O FELIPÃO CORRIGIU O RIVALDO NÃO VOLTOU NO MEIO E FICOU NO ATAQUE COM O RONALDO NAZARIO…. E O FALCÃO FALOU ISSO DURANTE O JOGO E PORQUE EU VI ISSO PORQUE SEMPRE QUE ELE JOGOU DE ATACANTE ELE VOLTOU PARA MEIO E PERDEMOS PODE VER ESTATISCA
SEGUNDA QUESTÃO EXISTE UMA DIFERENÇA DE TEIMOSIA E CONFIAR NO QUE ACREDITA
OUTRA QUESTÃO IMPORTANTE O DUNGA VIROU TECNICO COM UMA MISSÃO TERIA QUE TER UM CARA COM MORAL PARA TIRAR RONALDO NAZARIO, ROBERTO CARLOS E OUTROS TERIA QUE SER TECNICO COM CORAGEM
OUTRA QUESTÃO A RENOVAÇÃO NÃO ACONTECEU A QUESTÃO ERA TIRAR RONALDO NAZARIO E ROBERTO CARLOS, porque mineiro e outros não é renovação e sim trocar jogadoressss e como vanderlei disse é uma geração fraca e sem referencia
SOU GAUCHO
DUNGA COMPROU UM BRIGA QUE N ERA DELE TEIXEIRA N QUERIA MAIS RONALDO NAZARIO NA SELEÇÃO E DEPOIS COMPROU UMA FURADA DO RICARDO TEIXEIRA COM GAUCHO 4 MESES SEM JOGARRR E NÃO SABENDO JOGAR DE ATACANTE PORQUE ELE QUER JOGAR NO MEIO E PIORRR AGORA QUER O MEIO E NA ESQUERDA PARADO
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- Carlos Alberto » Postado em: 21 de agosto, às 19:21
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O brasileiro e por sonsequência o atleta brasileiro tem um problema grave de AUTO-ESTIMA. Se “borra” todo nas decisões. Por isso é imprescindível o auxílo psicológico. É como disse alguém em um comentário anterior, o preparo físico e atlético dos atletas é mais ou menos nivelado o que faz a diferença portanto é o preparo emocional. O ROMÁRIO foi um dos poucos atletas desta geração que sempre manteve uma certa regularidade porque sempre teve uma excelente AUTO-ESTIMA e um ótimo preparo emocional.
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- Marco Roberto - SP » Postado em: 25 de agosto, às 13:57
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Dois manés; o primeiro mané esse tal de Dunga nunca foi tecnico e já passou na frente de varios tecnicos que poderiam mudar a historia do Brasil (observando que ninguém tem medo mais da seleção) o outro mané esse tal de Ronaldinho (malabarista de circo), nunca jogou bem na seleção, só conseguia fazer seu showzinho no Barça e depois disso não conseguiu nem jogar mais lá, é isso
VERGONHA NACIONAL
Lua cheia, beleza e talento

Uma noite de mulheres maravilhosas na China. Em Pequim, o público lota o Ninho de Pássaro e se emociona com o talento e a beleza da mega-atleta russa Yelena Isinbayeva, ouro, recorde olímpico e mundial no salto com vara. Em Shanghai, Marta e Cristiane comandam exibição de gala, fazem dois gols de cinema nos 4 a 1 sobre a Alemanha e levam o Brasil para a final olímpica contra os Estados Unidos.
Salto em distância, arremesso de peso, 400 metros com barreira, 3 mil metros, 200 metros… homens e mulheres disputam provas no Ninho de Pássaro. A atenção do público se dispersa pelas várias e sucessivas provas. Até que o locutor anuncia e os telões mostram: Isinbayeva, 26 anos, superstar nos Jogos de Pequim. Tudo o mais se eclipsa.
A brasileira Fabiana Murer, desaparecido o objeto com o qual se salta, está fora da prova, não ultrapassou os 4m65. História rocambolesca, até o fechamento desta edição prosseguia a busca pela vara perdida, com desabafo e as inevitáveis lágrimas.
As varas, a bem da verdade, pois são 10. (Leia aqui). Fabiana Murer, irritada, passa em frente às arquibancadas, protesta com gestos largos, mas ninguém percebe. Todos os olhos e atenções são para Isinbayeva e seus rituais.
O edredon branco está ao lado da pista e ali ela se enfia antes de cada tentativa. Dois, três minutos depois, a russa sai do seu templo a murmurar o mantra que só abandona quando dispara rumo ao salto.
O que diz Isinbayeva nesses instantes, olhos verdes a faiscar, segue sendo mistério. Meia dúzia de russos são consultados na arquibancada e a resposta é a mesma: ninguém sabe, só ela. Algum internauta, russo e especialista em leitura labial, certamente saberá – excluídas, por favor, opiniões heterodoxas.
Ela está nos telões. As unhas pintadas na cor café, o sarado abdômen à mostra, o shortinho azul, colado mas não o suficiente para impedir as sugestões côncavas e convexas.
Duas tentativas e não alcança 4m95. Isinbayeva pede e o público acompanha com palmas ritmadas a terceira e última chance. Cai já a comemorar e eletriza a platéia. Bate o seu próprio recorde olímpico, 4m91 em Atenas. O ouro já está garantido, mas a russa quer mais nesta noite. Quer o recorde mundial, e o público quer viver a história.
As câmeras deslizam, passeiam, dos olhos magnéticos descem lentamente até a sapatilha azul clara, e acompanham todo o ritual: o edredon, o spray na vara e nas mãos para evitar a umidade e dar aderência, o mantra, e aquele olhar que não deixa dúvida alguma. Ela vai superar, ela vai ganhar.
De novo o erro nas duas primeiras tentativas, o suspense, o Ninho de Pássaro em silêncio até ela novamente comandar as palmas na derradeira chance de quebrar o recorde mundial. Nas arquibancadas e tribunas, excitação e emoção quase palpáveis. Quando a russa ultrapassa o sarrafo e os 5m05, o clímax.
Isinbayeva toca no colchão já sabendo que chegou, mais uma vez, ao topo. A câmera flagra o árbitro de paletó azul a saltar de braços erguidos, vibrando e comemorando ao mesmo tempo em que a recordista mundial grita, se ajoelha, dá uma cambalhota e inicia um outro ritual: o da consagração.
A multidão viveu a história nos Jogos de Pequim, é alegre e ruidosa a saída do Ninho de Pássaro nesta noite de lua cheia.
Em Shanghai, também momentos de raro talento e beleza plástica. Nos canais da televisão chinesa duas cenas se repetem. As estrelas são Marta e Cristiane, da seleção brasileira de futebol feminino.
Marta escapa pela direita, ultrapassa a marcadora, toca com sutileza e vence Angerer no terceiro gol do Brasil. O toque de Marta no contrapé da melhor goleira do mundo lembra Bebeto no 1 a 0 contra os Estados Unidos, na Copa 94.
A arrancada de Cristiane aos 29 do segundo tempo para fazer o 4º gol já é das imagens mais memoráveis dos jogos. Quase duas da madrugada e a TV chinesa mostra e mostra de novo em câmera lenta a progressão de Cristiane por entre quatro adversárias, a sucessão de meneios e dribles e o toque de pé direito, outra vez no contrapé de Angerer. Uma noite de lua cheia, talento e beleza na China.
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- Jefferson » Postado em: 19 de agosto, às 19:07
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Sinceramente é facil colocar a culpa no Dunga, ele pode até não ser um bom técnico, mas todos nós sabemos que o Brasil nunca fez um planejamento olímpico, como é então que vamos ganhar o Ouro tão desejado? Podia ser o Felipão, o Luxa ou qualquer outro, não iria adiantar se a CBF e o COB não levam a Olímpiada a sério…Temos que ficar atras no quadro de medalhas de potencias como: Azerbaijão, Quenia, Geórgia, Eslovênia entre outros, é mole? É uma Olim Piada isso sim…
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- Heriberto Piva » Postado em: 19 de agosto, às 22:02
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É isso ai mulherada, chinelo nos marvados. Mostra pros marmanjos que mulher faz filura mas tambem faz gol. Piaba neles muié !
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- ANGELA GERALDINE » Postado em: 20 de agosto, às 12:54
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É FACIL COLOCAR A CULPA EM ALGUEM , NESSE CASO O DUNGA LEVA SEMPRE AS HONRAS, SE TIVESSE VENCIDO ELE SERIA O MELHOR, COMO NAO VENCEU ELE E O CULPADO, VERGONHOSO VIVER NO MEIO DE PESSOAS QUE VIVE PROCURANDO CULPADOS, AO INVES DE DAR APOIO AQUELES QUE MESMO SEM SABER O FINAL DA HISTORIA DERAM A CARA PARA BATER EM NOME DE UMA NAÇÃO.
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- Paulo » Postado em: 20 de agosto, às 17:50
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Não devemos apenas culpar o técnico, mas sim todos os jogadores e principalmente os cartolas pela atual fase que a seleção brasileira se encontra (A anos tenhamos que concordar!!!)…
Achar apenas um culpado e massacra-lo é fácil, gostaria de ver o jogadores tendo “vergonha na cara” de assumir que não são dignos de vestir a camisa da seleção e do Sr. Ricardo Teixeira parar de manipular a escalação/convocação conforme os seus interesses e seguir talvez o exemplo das demais seleções que ainda jogam com o coração e não apenas pelo comercial….
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- carlos » Postado em: 23 de agosto, às 21:41
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O BRASIL ainda quer realizar jogos em 2016, primeiro o governo tem que reformular o sistema de ensino escolar com periodo integral e uma carga muito grande de educacao fisica e esporte para todos e nao so para quem tem filhos em escola particular, pois tem muito pobre que pode um dia ser medalha de ouro, ou pelo menos nao ser mais um bandido que o proprio governo cria e depois tem que gastar o triplo com bandidos sem obter resultado. so com a educacao que o brasil vai mudar de verdade, e comecar agora para ter um belo resultado no futuro, pois as criancas que estudam em escola publica hoje infelismente o futuro e duvidoso.os ESTADOS UNIDOS tem um numero grande de medalhas devido um bom investimento em criancas vao para escola cedo e so voltam para casa a tarde durante este periodo nao se encontram uma so crianca na rua, pois se a policia pegar uma crianca andando a toa os pais podem estar arranjando uma encrenca muito grande.Tudo que e levado a serio no BRASIL e ouro. entao governo pense nisso. pobre tambem pode ser ouro. senao pode virar bandido.
Diego erra. O técnico explica tudo
O queixo de Diego Hypólito treme, os braços também, os olhos estão cheios de lágrimas, ele apenas balbucia enquanto tenta escapar dos repórteres na zona de entrevista: “…peço desculpas ao povo brasileiro…”. Diego escapa das perguntas e seu técnico na seleção e no Flamengo, Renato Araújo, encara a imprensa brasileira. Muitos, como eu, leigos. Outro tanto pouco mais que curiosos, um ou outra realmente do ramo.
Comoção. Glenda Kozlowski, tetracampeã mundial de Bodyboard no final dos 80 e início dos 90, agora repórter da Tv Globo, tem os olhos vermelhos, lágrimas ainda a rolar. Emoção. Daniele, irmã de Diego, abraça Glenda, ambas a chorar.
O técnico Renato Araújo a princípio reluta, parece não ter o que dizer. Mas aí solta tudo, aos borbotões. Mais do que o que diz, o dizer e o como disse ajudam a compreender o conjunto da obra muito além do erro técnico.
Renato relata, take a take, o drama.
- Diego estava tranqüilo. Tão tranqüilo que sorriu ao final de um dos movimentos. Aí, não se sabe por que, ele antecipou o momento de começar a saída, abriu o campo antes do que deveria. Ele quis cravar antes do final, tentou abrir a última série um segundo antes do tempo e ai cometeu o grande erro.
A queda, a perplexidade exposta na boca aberta e nos olhos arregalados ainda no solo, as lágrimas, o mantra “eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito…”, e o técnico a levantar-se do banco e deixá-lo a sós, cabeça derreada.
Por quê?
- Depois do décimo quinto ‘eu não acredito’ eu não tinha mais o que dizer, me levantei e fui ficar perto do médico. Era o momento dele ficar só, com seu sofrimento, sua imensa dor. Ele vai cobrar isso dele mesmo por muito, muito tempo. Eu ia dizer o quê?
Disse o quê?
- Disse ‘o mundo caiu, o seu mundo, o meu mundo caiu, nosso mundo caiu, mas a vida continua’. Pensei no quê? Na minha família toda reunida no Brasil…no que dizer pra eles. O que o Diego vai dizer para a família dele? Não sei, não sei o que vai ser dele, não sei nem o que vai ser de mim, nem se eu continuarei, se estarei de novo…
Foi a pressão?
- Que pressão?… Há anos ele lida com pressão, com mundiais, é bicampeão, ginásios cheios, não sei o que foi, foi querer cravar antes, fechar antes do tempo…
Como ele estava indo dava para medalha?
- Dava, dava para o ouro, para chegar a 16.100, o chinês fez 16.050. Mas aí o Diego caiu. Quando o cara cai o juiz chuta o balde. Caiu? O juiz chuta o balde, mermão.
E agora?
- Não sei, não sei nem o que dizer. Foi a maior pancada que tomamos na vida, uma medalha de ouro ao contrário. Ele vai levar muito tempo para se recuperar, e eu também.
Mas o que teria acontecido?
- Não sei dizer..
Teria sido o Sobrenatural de Almeida, do Nelson Rodrigues?
- Quem…? Sobrenatural…? É possível, não sei dizer, nem o Diego…
A entrevista segue. Jade Barbosa vai saltar. Primeiro salto e cai, joelhos quase dobrados. Segundo salto. Os joelhos se dobram ainda mais. Jade soma 14.487 pontos, penúltimo lugar como Diego Hypólito.
Daiane dos Santos, no solo. Vai bem, até que pisa além da marca no quadrilátero. Uma, duas vezes. Sexta posição, 14.975 pontos. E a decisão: “Em Londres eu não estarei”.
Seguem as provas. Chineses, croata, norte-americano, romeno….Erros, quedas, escorregões. Os atletas se levantam, sorriem, recomeçam. Sem espanto. Sem lágrimas, salvo um dos chineses. Quedas seguidas de aplausos do público que lota o ginásio. Quanto maior a queda, maior o incentivo para a retomada.
Impossível não recordar o Pan Rio/2007. As vaias para adversários não apenas antes e depois, mas também durante as provas. Vaias que ajudam a explicar muito. Como será numa eventual olimpíada?
Diego e a irmã Daniele se abraçam e choram. Diego lê a Bíblia sentado na arquibancada. O técnico Renato Araújo encerrou a longa entrevista. Sem saber o que dizer, mas dizendo muito mais do que imagina ter dito, disse ainda, quase ao final:
- ….não sei quem falou em sobrenatural não sei que de Almeida..não sei explicar mas acho que é isso…as forças ocultas…
O ginásio começa a se esvaziar, aqui e ali repórteres rememoram a súplica de Diego que, tanto explica. Diego é mais um atleta brasileiro que compete não apenas em seu nome, em nome do país. Como tantos outros Diego sente, sentiu, o peso de competir por 190 milhões de brasileiros; mesmo por aqueles que fingem torcer ou torcem mesmo pela desgraça de quem chegou lá como chegaram Jade, Daiane e Diego.
Diego Hypólito é bicampeão mundial, 7º atleta olímpico do mundo no solo, mas ao errar chora, suplica, e explica tudo:
- …peço desculpas ao povo brasileiro…
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- Heriberto F. Piva » Postado em: 19 de agosto, às 21:51
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Pois é, quem nunca chorou de tristeza ou alegria ? O choro, a alegria, a frustação fazem parte do mundo esportivo. O jovem Hipolito chorou e nós choramos junto com ele. Ele mostrou o lado frágil do ser humano. O corpo, como qualquer máquina falha.
Perder não é humilhante. Entretanto perder sem lutar é covardia. E o Hipolito mostrou que não é covarde, lutou com todas as armas disponíveis. Perdeu, mas lutou !
Tanto ele como outros atletas são dignos da nossa admiração, principalmente pela perseverança. Muito se fala em apoio ao atleta. Muito bla bla bla e pouca ação. Os resultados pífios desta olimpiada aponta para direção de mudanças, e mudanças urgentes se quizermos ser um pouco mais competitivo.
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- Emerson » Postado em: 20 de agosto, às 09:29
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Pois é, ninguem fala das meninas da vela, do pessoal do Boxe que treina em condições ..deixa pra lá… por que ninguém fala para o próprio Diego: “VOCÊ NÃO TEM QUE PEDIR DESCULPAS !”, Parabéns a ele…errou, uma pena.
E a Seleção de Futebol? parecia que apenas eles tinha ido à Pequim… milhonários que não sabem o que é treinar 6 ou 7 horas por dia..pediram desculpas?
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- Ney » Postado em: 20 de agosto, às 12:54
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Diego apenas sentiu o peso de uma enorme falta de condições esportivas no pais. Por que isso?
Ora! O Brasil manda pouquíssimos atletas em condições de ganhar uma medalha de ouro. As grande potências olímpicas mandam diversos atletas com essas condições. Lá também muitos favoritos falham. No entanto, existem muitos outros que obtém sucesso.
Aqui, sobre os nossos pouquíssimos “pobres” candidatos à medalha de ouro existe uma pressão enorme. Os pés e mãos desses atletas estão presos à teia da incompetência, tecida pela falta de incentivo e apoio aos esportistas nacionais.
Parabéns Diego por sua honrosa 7a. posição! É um grande feito seu.! Fruto unicamente de seu esforço individual.
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- Cleber Gomes » Postado em: 21 de agosto, às 18:29
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A pergunta é : Com um desempenho ridículo deste é que o Brasil pretende sediar uma Olimpíada? 1 medalha de ouro apenas para uma população de quase 200 milhões de pessoas? Brasil, falta muita coisa para resolver dentro de casa ! Eu amo e sou praticante de esportes, mas primeiro resolva as mazelas para depois pensar em Olimpíada, Copa do Mundo, etc… Em tempo: para você que não é Carioca, saiba que os Jogos do Pan realizados aqui no ano passado não trouxeram nada de benefício para a cidade. A única coisa que restou foi um monte de denúncias de super faturamento em obras, desperdício de dinheiro público com instalações largadas às moscas, trânsito caótico, segurança zero com polícia tão perigosa quanto os bandidos (aliás , não entendo como não teve nenhum competidor carioca com medalha de ouro nas modalidades de Tiro),etc..etc.. Olimpíadas no Brasil? NÂO!!!! Copa do Mundo no Brasil? Não!!!!
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- Flávio » Postado em: 21 de agosto, às 19:26
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Esse papo furado de que o Brasil (leia-se, o governo) não incentiva o esporte é tão idiota, hipócrita, cínico, imbecil que dá nojo!!!!
Desde de quando a imprensa noticia (cobrir então…) competições como tênis de mesa, polo aquático, handebol, saltos ornamentais, esgrima, tiro etc. etc. etc. Sem a exposição na imprensa não surgem patrocinadores (aliás, já repararam que os grandes patrocinadores são empresas estatais - Correios, Caixa, Petrobras, Banco do Brasil????). E depois ficam os jornais e tvs (especialmente Trajano e cia.) reclamando e culpando esse e aquele!!! Mas a imprensa desse país não presta mesmo!!!!!!!!!!
Desde de quando eu, você e a quase totalidade da população brasileira pagamos, ou até mesmo de graça, para assistirmos competições como as que citei acima???? E ainda acha lindo sair vaiando tudo e todos em competições internacionais… Ridículo, mau-caráter!!!!
Que conversa mais fiada!!!
…São Caymmi desconfiaria
Dez e meia da noite. Mais uma vez no maravilhoso estádio Ninho de Pássaro, agora para saber quem é o homem mais rápido do mundo, o vencedor dos 100 metros rasos. Pela manhã, com 21s30, César Cielo entrou para a história da natação e do esporte brasileiro ao se tornar o atleta olímpico mais rápido do mundo nos 50 metros nado livre.
Usain Bolt, marrento, simula disparar uma flecha- que seria ele mesmo- três minutos antes do início dos 100 metros, a prova mais importante do atletismo mundial. Vai começar. O estádio emudece. Tiro disparado, em uníssono um oooohhhh ecoa pelas arquibancadas, Bolt larga atrás. Mas a 10 metros da chegada, já desconectado do segundo pelotão, o jamaicano diminui o ritmo, bate no peito e comemora os 9s69, o ouro e o recorde mundial.
Estamos em frente à linha de chegada, jornalistas se entreolham, se espantam com a facilidade, em especial com a diminuição do ritmo para a comemoração antecipada. O homem mais rápido do mundo sapateia, dança, dispara flechas imaginárias e inicia a volta olímpica.
Imperdível, risível, a dúzia de privilegiados fotógrafos que trabalha dentro da pista a tentar alcançar Bolt. Máquinas, lentes e abdomens a sacolejar no rastro das largas passadas do velocista, que busca sua torcida e a bandeira da Jamaica.
Diante das câmeras e lentes, Usain Bolt começa a faturar seus milhões de dólares. Bandeira às costas, segura as sapatilhas douradas, uma em cada mão. Quem filmar ou fotografar o jamaicano nos instantes seguintes à vitória espalhará uma mensagem pelos quatro cantos da Terra: quem calça o humano mais rápido do mundo.
Ver quem são os homens mais rápidos do planeta na água custou caro, muito caro neste sábado, 16. Na sexta-feira a polícia chinesa havia prendido 110 cambistas. Em vão. Vai cair na piscina, para nadar os 100 metros borboleta, o anfíbio que todos querem ver quebrar o recorde de Mark Spitz, 7 medalhas em Munique/72: Michael Phelps, norte-americano como Spitz.
Nas cercanias do Cubo d’água, a disputa por ingressos no câmbio negro. Brasileiros na batalha. César Cielo, cheiro de ouro, vai nadar os 50 metros. Felipe Viera, jornalista gaúcho, resolve pagar pra ver.
Em Porto Alegre, Felipe Vieira tem programas na Band AM, Band News e Band TV. Ele está em Pequim por conta própria, por amor aos esportes e à aventura. Paga ingressos do seu bolso. Sempre no câmbio negro. O colorado, que foi ao Japão ver o Inter sagrar-se campeão do mundo, já é chapa dos cambistas.
A coisa não está fácil. O cambista, inglês, percebe a camisa verde-amarela de Felipe, e sabe que há um brasileiro nas finais da manhã. Pede US$ 600. Felipe regateia mas pensa em pagar. Quando vai meter a mão no bolso, surge um irmão do Norte e pergunta quanto é. O cambista aponta o orecchione Phelps no telão e comunica, sereno: “Mil dólares”.
O norte-americano entrega dez Franklins e pega o ingresso. Felipe, saliva e pergunta: “Tem mais um?”. Resposta: “Tenho, o último, por mil dólares”. O norte-americano que quer assistir Michael Phelps se tornar lenda paga mais mil e leva o último ingresso, para um amigo.
-Não deu, amor, mil dólares… -, desabafa Felipe para a namorada, Allessandra. Ela, em Petrópolis, Porto Alegre, encontra a solução. Felipe Viera, que queria tanto ouvir o hino nacional e ver a bandeira brasileira subir no pódio, acompanha a vitória de Cielo pelo telefone. Lá em Porto Alegre a namorada Allessandra aumenta o som da tevê enquanto Felipe, solitário em frente ao Cubo d’ água, gruda o ouvido no celular. César Cielo é o primeiro ouro do Brasil em Pequim.
Phelps se torna lenda. Nos100m borboleta faz 50s58 e bate o sérvio Mirolad Cavic, que até o último dos seus dias pensará no que perdeu, no que deixou de ganhar. Cavic chegou à borda da piscina à frente, mas vacilou. Phelps, aos 23 anos, tocou a unha antes e por um centésimo de segundo ganhou seu sétimo recorde e ouro.
O recordista de medalhas olímpicas até então estava em Detroit (EUA), onde um dos filhos jogaria basquete neste sábado. Mark Spitz, magnânimo aos 58 anos, resumiu a ópera: “Michael foi épico”.
Um dia para a história dos homens mais velozes nas pistas e piscinas. Usain Bolt dispara suas flechas, exibe suas sapatilhas, dança enquanto o telão do Ninho de Pássaro reprisa a vitória do homem mais rápido do mundo.
Penso na notícia recebida há pouco. Aos 94 anos morreu Dorival Caymmi, mestre da música brasileira. Dele se dizia ser o criador de um novo modo de viver a vida, de se medir o tempo. Existiria um tempo lento, um outro muito lento, e um ainda mais lento, o de Dorival Caymmi. Reprise no telão. Bolt, disparado… tão rápido que São Caymmi desconfiaria.
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- Roger Vadan » Postado em: 18 de agosto, às 18:28
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Só pegam quando cara é jamaicano ou outro fim de mundo, o Carl Lewis agora se sabe que era “aditivado” Naquela famosa prova dos 100m do Ben Bombado Johnson, os três primeiros estavam na química também.
Os três atletas beneficiados com medalhas após a desclassificação de Ben Johnson em Seul, os americanos Carl Lewis e Calvin Smith e o inglês Linford Christie, foram, em algum momento de suas carreiras, em provas mais ou menos importantes, nacionais ou internacionais, apanhados em testes antidoping por consumo de substâncias ilegais. Johnson foi o único que admitiu usar drogas e o único que perdeu suas medalhas e seus recordes.
Ou seja o Robson Caetano teria sido o primeiro dos honestos naquela.
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- Tiago » Postado em: 18 de agosto, às 21:16
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Nossa, pedro. Na minha terra isso se chama peleguismo.
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- Bruno » Postado em: 25 de agosto, às 14:39
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Olhem o grid na foto. Por que os americanos fazem ou fizeram, não se justifica, que outros possam também fazer. Lembram-se da Florence Griffith-Joyner, pois é. Trata-se de roubo, e o COI é conivente com toda esta palhaçada. Quem não se droga, não tem a menor chance. Muito dificil acreditar que o cara é tão melhor que os demais. Só tempo dirá.
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- Chorao » Postado em: 25 de março, às 18:18
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Tu é um cagao chorao ein processando a NC so pq fico “tristinho”
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- chororo » Postado em: 26 de março, às 01:52
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E ninguém mais cala
esse chororô…Quem escreve o que quer
Lê o que não quer.
Seleção: a batalha da camisa

Quem viu conta que foi lindo. Na noite de quinta, no Ibirapuera, São Paulo, o encontro de duas sínteses do Brasil cool, sofisticado e ao mesmo tempo simples, do Brasil sutil. Brasil que em meio à sofreguidão, grossura e burrice, existe, resiste. Na belíssima sala de espetáculos desenhada pelo brasileiríssimo Oscar Niemeyer, o brasileiríssimo João Gilberto.
Em 2002, numa conversa de quase uma hora, ouvi deliciado João Gilberto defender com veemência, paixão e ira um outro que, dentro do seu campo, foi sempre brasileiríssimo. Sofisticado e simples, eficaz e sutil no que mais sabia fazer. Romário.
- …o Romário é o Brasil, não esses brutamontes que se cata aos montes em cada esquina. O Romário tem uma incomparável noção de tempo, tem a precisão, o talento, a sutileza e a genialidade do verdadeiro Brasil - pregava ao telefone João Gilberto, ele mesmo a condensação minimalista de um Brasil genial e sutil.
Esse Brasil me surge um pouco ao ver a Marta, sutil, tocar por cima da goleira norueguesa e fazer o segundo gol. Meia-boca o Brasil 2 Noruega 1 que leva as meninas para a briga na semifinal. Sutis, Marta e Cristiane, quando têm a bola nos pés, a possibilidade do tempo certo, não quando levadas a correr atrás de bolas podres.
Mas, confesso, esse Brasil de Niemeyer, João Gilberto, Romário, Marta & Cia baixa aqui na hora de escrever muito mais em contraposição a um outro Brasil. Esse, o da sutileza, é a antítese do Brasil revelado nas linhas abaixo. O episódio é o do uso ou não do símbolo da CBF no uniforme das seleções brasileiras de futebol nos Jogos Olímpicos.
Antes, para ficar claro o tamanho da briga: o futebol no mundo é, dizem os entendidos, negócio de quase meio trilhão de dólares. Olimpíadas? Só essa de Pequim custou US$ 45 bilhões. Somem-se a isso os gastos e o todo que envolve 27 esportes em outros 204 países presentes aos Jogos e se terá a dimensão do que está por trás da briga FIFA/CBF x COI/Comitê Olímpico Brasileiro.
Tudo já estava acertado entre o suíço Joseph Blatter, da FIFA, e o francês Jacques Rogge, do COI. Como os estatutos proíbem o uso de uniforme não-olímpico, as seleções que jogassem com o escudo na camisa seriam multadas. No caso, as seleções brasileiras e o escudo da CBF. Multa de US$ 1 mil por partida. Menos de US$ 10 mil para quem chegasse à final.
Tudo certo. Só que no final da manhã da sexta-feira, 8 de agosto, hora de Pequim, início da madrugada, hora do Brasil, a coisa estoura. Lula, o presidente, está na embaixada do Brasil, manhã de entrevista com jornalistas estrangeiros. O tom elevado na voz do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, sobressalta alguns:
- Presidente, presidente…
O que Lula ouve de Nuzman - e este blogueiro ouviu alguns dos presentes na embaixada e fontes do governo - é preocupante. Preocupa também o ministro do Esporte, Orlando Silva, que ali presente desconhece a gravidade do assunto, é surpreendido pela informação do presidente do COB: se o Brasil jogar com o escudo da CBF no uniforme o projeto Rio-2016 corre sérios riscos.
Mais: o país pode ser punido ainda em Pequim. O presidente, uma viagem à China depois, cansado, se tensiona. Sua assessoria se move, o ministro do Esporte se mobiliza. Tem início um capítulo dessa história que, hora do Brasil, começa por volta da meia noite e só termina no final da madrugada.
Fábio Simão, chefe da delegação brasileira de futebol, é contatado em Shenyang. Dunga e Rodrigo Paiva, assessor de Comunicação, são postos a par. Sérgio Cabral, o governador do Rio de Janeiro, também em Pequim e preocupado, entra no circuito de telefonemas. A assessoria do presidente da República dispara ligações. É preciso falar com Ricardo Teixeira, o presidente da CBF.
Teixeira está no Rio. É madrugada. Ele dorme. Duas horas depois, no circuito Shenyang-Pequim, os fatos começam a ser esclarecidos: a seleção poderia jogar, bastaria pagar a multa. Mas, resta o temor. E a retaliação à candidatura Rio-2016?
Fontes da presidência detalham: Lula estava preocupado. Ainda no dia da abertura dos Jogos Olímpicos se encontraria com o presidente do COI e não queria obstáculos no caminho da conversa, e do projeto Rio.
Ricardo Teixeira é encontrado e acordado no Brasil. No meio da madrugada. Não gosta nem um pouco. Porque, no seu entender, tudo já estaria resolvido. Não gosta do barraco, do stress por conta de algo que já estaria acertado. O presidente da CBF, enfim, já de manhãzinha no Brasil, fala com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Relata que o problema não existiria, mas repete a decisão tomada na madrugada.
Para que a CBF não viesse a ser responsabilizada por eventuais e supostos prejuízos à candidatura Rio, para que não parecesse não apoiar a Rio-2016, para não criar um clima em meio à Olimpíada que depois poderia ser usado como munição pelos adversários, as seleções brasileiras abririam mão de jogar com escudo da CBF. Fim da crise de Itararé.
O rescaldo viria nas entrelinhas, ou mesmo nas linhas, em duas notas da CBF, a primeira delas às 14h30 do mesmo dia 8, hora do Brasil. Claríssima em seus termos quanto ao clima vivido nas horas anteriores:
- O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro o apelo (Nota da Redação: !!!) para que a Seleção Brasileira Olímpica não use mais a camisa oficial, a da seleção pentacampeã do mundo (NR: !!!), sob o argumento (NR: !!!) de que estaria prejudicando a candidatura do Brasil a sediar as Olimpíadas em 2016.
Dizia-se ainda na nota:
- O presidente Ricardo Teixeira (…) para evitar ainda quaisquer constrangimentos ou transtornos (…) decidiu atender ao pedido do COB (…) e comunicou a presente decisão à FIFA.
Cereja na mesma nota do presidente da CBF. Convocado a dizer alguma coisa, Ronaldinho lamentava “não poder usar mais a camisa oficial”. Frase:
- A camisa com as cinco estrelas é um motivo de orgulho para todos nós, jogadores, e para o povo brasileiro. A gente queria muito continuar jogando com ela. Mas se isso pode atrapalhar a candidatura do Brasil para 2016, temos que entender e aceitar.
Essa nota mal estava na praça quando a assessoria de comunicação do COB de Nuzman enviou um email a jornalistas solicitando correção. Dizia que o pedido não era do COB, mas sim do Comitê Olímpico Internacional.
No dia seguinte, às 9h31, outra nota da CBF. Esta, de Dunga. Que destacava “o espírito olímpico da Seleção ao não jogar mais com a camisa oficial”. O comunicado da CBF News escancarava o título “Técnico diz que até jogadores adversários sentirão falta da camisa 5 estrelas”, e Dunga mandava:
- A camisa da Seleção Brasileira é um símbolo, respeitado pelos torcedores em todo o mundo. Claro que os jogadores sentiram por não poder mais usá-la nas Olimpíadas.
A boleirada, sempre atenta à zica, à urucubaca, não gostou da mudança de camisa, e ainda bate na madeira. A Nike improvisou. Nesta quinta 15, no Brasil e Noruega, o número 0 da camisa 10 de Marta, despregado, ameaçava cair.
Uma semana depois da crise, o troco. Florentino troco do ministro Orlando Silva, pego de calças curtas diante do presidente Lula pelo movimento de Nuzman. (A análise é do blogueiro, não do ministro.) Numa conversa na quinta-feira, 14 (ler aqui), Orlando Silva informou:
- …ainda não sei como seria, mas vou convidar a Transparência Brasil para monitorar, acompanhar todos os gastos públicos com a Copa 2014…
Claudio Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, a Terra Magazine respondeu na mesma quinta: “Aceitamos o convite e estamos à disposição do ministro”.
Mas o que seria florentino no movimento e no convite? Bem, só a pré-candidatura Rio-2016 custará algo como R$ 100 milhões. Conta paga pelo governo federal, pelo ministério de Orlando Silva. Que convida a Transparência Brasil para monitorar gastos de um evento, a Copa-2014, que ao menos em parte é privado. Pergunta desde então solta no ar: por que, então, não monitorar também os gastos, públicos, com a pré-Rio 2016? Ainda mais depois dos gastos no Rio 2007…
PS: Gutão. Mensagem recebida. Abração e Bora Baheeeaaa!
PS II: O maior meia esquerda que vi jogar, Gatão Pédico, do Bragantino. Felicidades, grande abraço para os amigos.
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Comentários
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- Roberval » Postado em: 17 de agosto, às 14:28
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A mesma ladainha de sempre. não sei como eu ainda venho visitar esse blog..
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- William » Postado em: 17 de agosto, às 17:23
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DOPADO!! DOPADO!!! É O BEN JOHNSON II.
Já tinha cantado a bola. Essa é a prova “nobre” e uma das mais difíceis do atletismo. Tanto que os recordes são mínimos e demoram para serem batidos. Esse jamaicano me lembrou NITIDAMENTE o Canadense Ben Johnson em Seul 88. Numa prova dessa o cara comemora e “brinca” quase 2 metros antes da chegada???? Pode esquecer!!! E ainda diz na entrevista que dorme pouco e se alimenta de nuggets de frango e junk food? DOOOOOPING!!!!
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- Emilio Hoffmann » Postado em: 23 de agosto, às 10:53
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O futebol brasileiro tem que vestir a camisa do Brasil, com a bandeira do Brasil, o símbolo da olimpíada, e nao a camiseta da CBF que nao vale nada numa olimpiada… ser pentacampao do mundo é o mesmo que nada em uma olimpiada… tem q ter espirito olimpico, vontade de representar o Brasil.. por isso q o futebol nunca ganhou uma medalha de ouro… e provavelmente jamais ganhara com esta mentalidade…
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- José Carlos » Postado em: 23 de agosto, às 13:30
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Atitude e disciplina são fundamentais em qualquer trabalho! Ou alguém duvida?
Basta ver os atletas da China!A maioria dos atletas brasileiros não passa de medíocres “fazer de conta” não levam a serio imaginam subir ao topo sem sacrifícios.
Vi uma declaração do nadador CIELO que treinou fora do Brasil, o treinador o indagou se queria treinar de verdade para isso teria que deixar de lado namoros e outras coisas mais, veja a seriedade dos preparativos para ser um atleta olímpico! Ele é um exemplo de verdade!
Chegou à hora de uma reflexão séria a respeito, o vexame Brasileiro com o batalhão de atletas é triste o resultado para não dizer trágico, qual será o valor custo de cada medalha quando esse grupo retornar ao Brasil, qual o custo para cada cidadão brasileiro à conquista da minguadas medalhas? A TV Globo me enoja de tanta asneira que consegue transmitir, tenho vergonha!
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- Ronaldo de Abreu » Postado em: 23 de agosto, às 14:33
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Bom hoje vejo a seleção brasileira masculina em todos os níveis da seguinte forma….
Podre, mediocre, sem carater ou honra para ser chamada de seleção brasileira…
Hoje assistindo a uma reportagem vi que Messi pagou seu proprio seguro, que o EUA pagou para mudar o horário das finais da natação para verem Phelps entrar na história…
E nós vimos um time sem atitude e nem honra para enfrentar a Argentina…não vi nenhum jogador ali dentro de campo bater no peito e falar vamos para frente..somos os melhores, como Giba fez contra a Itália…
E depois ainda querem vir falar na TV que não torcemos ou que nos relembramos do passado…
O passado sim..foi glorioso..o quão grande ver Pelé desfilar o seu reinado, ver Sócrates e Zico mostrar ao mundo o show em 82…
E tenho que ouvir narradores na televisão falar que Ronaldinho acordou, está sorrindo…só se for de ironia….
Essa é a minha maior decepção com o futebol masculini, pois não jogam por orgulho a seu país, mas sim por status e miseros trocados…
Tenho dito…

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