Bob Fernandes
O Ibope, Dunga e Ronaldo

A pressão vai crescer. Muito. O próprio Dunga sabe e antecipou-se ao admitir isso depois do Argentina 3 Brasil 0 que despachou a seleção amarela para, no máximo, um bronze olímpico. Quem é do ramo aposta que nada, seja lá o que for, acontece antes de Chile e Brasil, em Santiago a 7 de setembro, e o jogo contra a Bolívia no Engenhão, Rio de Janeiro, dia 10. O Brasil, hoje, está em 5º lugar nas eliminatórias da Copa 2010.
Se nessa rodada a maionese desandar de vez, aí sim será necessária uma marcação homem a homem em Carlos Augusto Montenegro, o diretor do IBOPE. Informação: em 2002, antes de escolher Felipão Scolari para dirigir a seleção, Ricardo Teixeira encomendou, muito sigilosamente, uma pesquisa ao IBOPE. Deu Felipão na cabeça.
Ensinam os oráculos, os conhecedores profundos desse jogo de bastidores, que um técnico da seleção brasileira está para o presidente da CBF assim como o ministro da Fazenda está para o presidente da República. É sempre um homem da sua máxima confiança, o presidente reluta em movê-lo até que os resultados não mais permitam a manutenção, e as mudanças só se fazem em momentos de crise aguda.
Se os resultados não aparecem, não aparecerem, há, haverá, uma escalada: em primeiro lugar ausculta-se a opinião pública e, em seguida, a opinião publicada; ou falada, televisada, todo o pacote midiático. Mas, repita-se, antes de tudo há uma peça que move a engrenagem: o resultado, os resultados. A engrenagem já se move.
A avaliação que se faz é que o Brasil vive uma entressafra. Daí, inclusive, a tentativa de recuperar Ronaldinho que, aos 28 anos, véspera dos 29, vivia uma profunda crise técnica e pessoal. Depois do jogo dois personagens centrais falaram. Dunga, sobre seu futuro e o de Ronaldinho, e o próprio Ronaldinho.
Dunga disse que o meia do Milan foi um exemplo, e não apenas nos treinamentos, que conta com ele na seleção e que não se esperava sua plenitude na Olimpíada. Ronaldo confessou que “a noite vai ser muito longa” e desabafou: “Nós brasileiros não sabemos perder, e isso é terrível”.
Ronaldo tem razão ao dizer isso e o exercício do chute no cachorro ferido ou morto é sempre algo covarde, mas há outras razões, e nem ele mesmo tem como desconsiderá-las. Vamos a elas, antes de tudo à primeira delas: o Brasil, que de fato não costuma saber perder, assim como Ronaldo não está sabendo vencer.
Ronaldo, um extraordinário coadjuvante na Copa 2002, um Rei nos primeiros anos de Barcelona, naufragou com quase toda a equipe amarela na Copa 2006. E o naufrágio fez muito mal a ele, fragilizou-o desde então, inclusive no Barcelona, de onde acabaria saindo após meses de declínio e inatividade.
Quem está na China, na Ásia onde Ronaldinho representa 7 marcas e tem mais de 100 produtos licenciados com seu nome, sabe que ele é por aqui um superstar, enquanto celebridade esportiva alguém no nível das mega-estrelas Phelps, Nadal, Federer, Isinbayeva, ou ainda mais.
Quem esteve no Estádio dos Trabalhadores nesta terça-feira, viu, ouviu. Até que a Argentina fizesse 2 a 0 e Messi desbancasse Ronaldo na grande cena, assim como já havia feito no Barça, cada toque do 10 brasileiro na bola era recebido com um Ooooohhhhh, Aaaahhhhhhh. Mas, nesse momento do jogo, jornalistas estrangeiros e a platéia perceberam que ele se limitava a ser um carimbador na troca de passes do Brasil. E os murmúrios cresceram.
Mais do que forma física - que é solar e está escrito no largo quadril - o que falta a Ronaldinho é auto-estima. Confiança. Agressividade para exercer todo seu extraordinário talento e o papel que a ele parecia reservado. O grande coadjuvante - quando na seleção - tem um óbvio, evidente problema em ser o homem que aceita a gigantesca responsabilidade, e a resolve, transformando-a em vitória.
O problema de Ronaldo, assim como de grande parte dos atletas brasileiros na olimpíada, é a absoluta falta de assistência psicológica digna do nome. Não de alguém que faça caminhar sobre brasas ou ensine a “vencer na vida em 12 lições”, mas de alguém ou de um grupo que de fato entenda de humanos, suas almas, cabeças e dramas.
Quem viu Michael Phelps - que tem permanente assistência do gênero - chamar para si todos os recordes e piscinas de Pequim, quem assistiu à russa Isinbayeva esperar todo o estádio e o planeta prestarem atenção nos seus saltos para só então buscar o recorde mundial e o ouro, sabe do que precisa Ronaldo para manter-se no topo como um super-astro.
Não é, seguramente, afundar-se nas churrascadas, abandonar o futebol por quase meio ano e ganhar 7 quilos enquanto o irmão mais velho decide seu destino. Como diria Muricy, o do São Paulo, a bola pune, cobra. Como deve ter percebido o próprio Ronaldo pelos murmúrios da platéia depois dos 2 a 0, ainda antes do terceiro, o mesmo público que venera, idolatra, também cobra dos seus superstars. Cobra que mantenham-se no topo. Ou… Messi.
.
Veja também:
» Diário da China
» Confira as informações de Terra Magazine
» Acompanhe as últimas notícias das Olimpíadas
O Brasil não sabe perder?!?!?!?!?! KKKKKKKKKKK! O Brasil não sabe é ganhar!!!!
Dunga foi um jogador de respeito, mas é um dos piores técnicos que já comandou a seleção. Ele tem que sair mesmo. O melhor é que nunca tivesse entrado. Porém, o real problema da seleção brasileira se chama Ricardo Teixeira. Esse cara governa o futebol brasileiro há mais de trinta anos consecutivos. E vai continuar por quanto tempo quiser porque ele é dono da CBF. Isso é um absurdo, mas vai continuar sendo assim mesmo e nós não podemos fazer nada, somos impotentes.
SELEÇÃO PERDEU E SE VER MEUS COMENTARIOS ANTES em ouros blogs na internet EU DISSE O QUE QUE O GAUCHO NÃO SABE JOGAR NO ATAQUE E TODA VEZ QUE FEZ ISSO NA SELEÇÃO NÃO DEU CERTO ACREDITO QUE NA SUA HISTORIA DE SELEÇÃO FORAM UNS 4 JOGOS ANTES DA OLIMPIADA COMO SEGUNDO ATACANTE O ULTIMO FOI CONTRA FRANÇA E NÃO ADIANTA ELE VEM PARA MEIO CAMPO DEFEITO ESTE QUE O RIVALDO TINHA QUE EM 2002 O FELIPÃO CORRIGIU O RIVALDO NÃO VOLTOU NO MEIO E FICOU NO ATAQUE COM O RONALDO NAZARIO…. E O FALCÃO FALOU ISSO DURANTE O JOGO E PORQUE EU VI ISSO PORQUE SEMPRE QUE ELE JOGOU DE ATACANTE ELE VOLTOU PARA MEIO E PERDEMOS PODE VER ESTATISCA
SEGUNDA QUESTÃO EXISTE UMA DIFERENÇA DE TEIMOSIA E CONFIAR NO QUE ACREDITA
OUTRA QUESTÃO IMPORTANTE O DUNGA VIROU TECNICO COM UMA MISSÃO TERIA QUE TER UM CARA COM MORAL PARA TIRAR RONALDO NAZARIO, ROBERTO CARLOS E OUTROS TERIA QUE SER TECNICO COM CORAGEM
OUTRA QUESTÃO A RENOVAÇÃO NÃO ACONTECEU A QUESTÃO ERA TIRAR RONALDO NAZARIO E ROBERTO CARLOS, porque mineiro e outros não é renovação e sim trocar jogadoressss e como vanderlei disse é uma geração fraca e sem referencia
SOU GAUCHO
DUNGA COMPROU UM BRIGA QUE N ERA DELE TEIXEIRA N QUERIA MAIS RONALDO NAZARIO NA SELEÇÃO E DEPOIS COMPROU UMA FURADA DO RICARDO TEIXEIRA COM GAUCHO 4 MESES SEM JOGARRR E NÃO SABENDO JOGAR DE ATACANTE PORQUE ELE QUER JOGAR NO MEIO E PIORRR AGORA QUER O MEIO E NA ESQUERDA PARADO
O brasileiro e por sonsequência o atleta brasileiro tem um problema grave de AUTO-ESTIMA. Se “borra” todo nas decisões. Por isso é imprescindível o auxílo psicológico. É como disse alguém em um comentário anterior, o preparo físico e atlético dos atletas é mais ou menos nivelado o que faz a diferença portanto é o preparo emocional. O ROMÁRIO foi um dos poucos atletas desta geração que sempre manteve uma certa regularidade porque sempre teve uma excelente AUTO-ESTIMA e um ótimo preparo emocional.
Dois manés; o primeiro mané esse tal de Dunga nunca foi tecnico e já passou na frente de varios tecnicos que poderiam mudar a historia do Brasil (observando que ninguém tem medo mais da seleção) o outro mané esse tal de Ronaldinho (malabarista de circo), nunca jogou bem na seleção, só conseguia fazer seu showzinho no Barça e depois disso não conseguiu nem jogar mais lá, é isso
VERGONHA NACIONAL