Bob Fernandes
…E o ouro é da Mari

É ouro com choro, Brasil. Sheila jogou tudo e fez 19 pontos, Fabiana bloqueou 9 e fez 11, Paula Pequeno comandou o time no berro e pontuou 16. O time inteiro muito bem mas a noite foi, acima de tudo, de dois personagens. José Roberto Guimarães e Mari.
Ele, técnico campeão olímpico com a seleção masculina em Barcelona/92, carregado de títulos internacionais, mas também o comandante da nau feminina que afundou em Atenas e no Pan.
Ele e ela no centro das atenções. Ela vive uma batalha particular, um jogo dentro do jogo. O Brasil e o ginásio de olhos postos em cada gesto seu, respiração em suspenso por Marianne Steinbrecher, a Mari.
Aos 21 anos de idade, na semifinal contra a Rússia em Atenas/2004, Mari adentrou os portões do inferno. No Pan do Rio 2007, nova derrota coletiva, e pessoal. Luzes, câmeras, ação. Pequim. Faltam 15 minutos para as 8 da noite de 23 de agosto de 2008. Estados Unidos, o adversário na final do vôlei olímpico.
Com o time do Brasil, na quadra do ginásio Capital, Mari, a aniversariante, 25 anos. No roteiro, duas alternativas: tragédia ou glória. O primeiro ponto do Brasil é dela… que não vai numa bola que é sua e 3 a 1 para os EUA no começo da partida…
Fabiana joga muito, 6 a 6. Mari bate por cima do bloqueio, 10 a 9. Paula Pequeno berra a cada ponto, incendeia o time. Fim do primeiro ato, 25 a 15, com 4 pontos de Mari, bem no bloqueio também. Mari erra. Um a zero para os EUA no segundo set. Mari erra na recepção. Erra de novo. EUA 5 a 1.
Tensão na quadra, tensão na porção verde-amarela das arquibancadas. Mari erra escandalosamente na recepção. Oito a três para os EUA. Meu telefone começa a tocar, Brasil na linha. A mensagem é a mesma. Do que é publicável, “loser”, “amarelona”, “covarde”…
Sem olhar, num gesto mecânico, Mari bloqueia: 12 a 7. Ainda dá para virar. Mari bate e faz o 9º ponto do Brasil… Mari corta errado, 14 a 9. Não, não é mais apenas tática para impedir que a ponteira fique solta e ataque. Os Estados Unidos conhecem o roteiro, viram e reviram Atenas 2004. Bombardeiam Mari. Todos os saques em cima da número 3 do Brasil.
Mari erra, feio. Estamos a metros da quadra. A tensão entre as jogadoras, o banco, é quase palpável. Quatro anos no inferno, os olhos e bocas do Brasil sobre ela. O que pensa Mari enquanto desabam os saques americanos? Depois do jogo ela dirá.
Dezessete a treze e novas ligações do Brasil: “Esse cara é louco, essa amarela vai enterrar o Brasil de novo…” José Roberto Guimarães sente o drama nos 18 a 13. Sai Mari, entra Jaqueline. Mari no banco. Zé Roberto está à sua frente, mas não olha. Dá um tempo.
Mari volta com 23 a 16, vacila, e os Estados Unidos fecham: 25 a 18. Terceiro set e Zé Roberto banca. Mari 1 a 0. Tensão na quadra. Mari corta e faz 3 a 2… 5 a 3 e segue a tensão.
O time mal se cumprimenta a cada ponto. No saque, os EUA atacam Mari. Ela chama a bola, corta, bloqueia na volta. 7 a 4 para o Brasil. Nono ponto de Sheilla e… se ouve o berro. É a Mari, que se solta: “Porra!!! Porra!!!!”
Mari e Fabiana sobem no bloqueio, 11 a 6. Mari bate no bloqueio, 13 a 9. Saque em cima da Mari, e erro:13 a 11… Mari arrisca; não vai na bola fora e acerta: 20 a 12. Mari sobe, corta da ponta em diagonal e fecha o terceiro set: 25 a 13. Câmeras, ela no telão do ginásio. O time vibra, ela não move um músculo do rosto.
Cortada da seleção na reta final, agora comentarista do Sport TV, Carol explica: “Dentro da quadra a Mari é assim, é assim que ela se concentra”. Kim Willoughby, grande jogadora dos EUA, finda a partida responderia:
- Sim, sacar em cima dela era determinação tática…
Quarto set. Mari bate no fundo, e erra. Um a zero. Mari erra na recepção. Dois a zero. Meu telefone toca. Não atendo. Mari se joga, mas não consegue defender: 5 a 5. Nova ligação. É do Brasiiillll. “Por que a Mari…” Ela tenta uma defesa, quase se choca com uma cadeira no banco brasileiro.
Mari, 10 a 9. Longo rally, ela sobe e corta, no bloqueio, 12 a 11. O Brasil faz o 14º e Mari vibra na quadra. Zé Roberto aplaude. Bola duvidosa. Lang Ping, a chinesa que treina os EUA pede o ponto, Zé Roberto gesticula para a treinadora, entra na disputa com os juízes. E leva: 15 a 13.
Os EUA seguem sacando em cima de Mari, ela erra a recepção: 15 a 14. Mari defende, e corta: 15 a 15. Mari erra na recepção, 16 a 15… Mari empata: 20 a 20. Zé Roberto mexe no time, põe Thaisa para montar um paredão no bloqueio, mas 2 1 a 20. Fabiana empata, Fofão volta à quadra.
Erro dos EUA, 22 a 21. Os EUA buscam Mari, Sheila faz 23 a 21. Urros na fileira de trás, a Tribuna de Imprensa treme. Como nos velhos e bons tempos de Copa do Mundo, enfim os colegas da bancada isenta, imparcial e objetiva, me sinto em casa…24 a 21, berros, murros na bancada, os imparciais se abraçam.
Me lembro de ter visto parecido mas ainda mais isento e objetivo, com muitas lágrimas, na semifinal Brasil e Holanda, Copa 98 depois dos pênaltis. Pequim, Olimpíada.
A bancada de imprensa está de pé…25 a 21…urros inumanos, canetas a voar, abraços, murros na table top, festa na quadra. Choro, muito choro. Na quadra, nas arquibancadas, é ouro com choro, Brasil.
Pose para os fotógrafos, terno escuro e gravata… e sinto pela ausência do Neguinho da Beija-Flor. Com toda aquela voz poderia anunciar, lá em meio aos torcedores:
- OLHA O NUZMAN AÍ, GENTE!!!!!!
Virna, ex-Seleção, comentarista da Band, na quadra. Mari leva o indicador esquerdo aos lábios e cobra: SILÊNCIO, CALEM A BOCA. O recado tem endereço certo. Não é para quem apenas criticou o que viu, é para os corvos, aqueles que se alimentam do erro, da desgraça alheia.
Desde a primeira partida estavam à espreita, aí e aqui. Em suas tocas, remoendo-se, cultivando os recalques, ressentimentos, torciam pelo fracasso de Mari, rezam pelo fracasso de Bernardinho e do filho Bruno amanhã.
Pergunta:
- Essa é uma resposta a quem te atacou, chamou de fracassada?
Resposta de Mari, 15 pontos na final:
- Fracasso é de quem não trabalha….sou campeã olímpica… vão ter que me agüentar…
Pergunta:
-Foi um bombardeio das americanas em cima de você, a coisa balançou no segundo set… elas esperavam uma quebra emocional? Que filme passou em sua cabeça naquela hora?
Resposta:
- Pode sacar em cima, pode bater à vontade, como bateram, eu… a gente tava preparada. Não teve filme, a gente sabia o que tinha que fazer.
Choro, todas amontoadas no chão da quadra, medalhas, hino nacional, bandeiras, foto no pódio e lá em cima, à direita, ele.
Não o vi quando o Diego e a Jade caíram, quando o Wellinsson foi quase esmagado pelo peso, quando os Thiagos perderam e o João Derly chorou, quando a Fabiana perdeu e se desesperou, quando o Ronaldinho Gaúcho chorou, quando a Marta e as meninas choraram… Ele deve ter ligado, mandado um e-mail ou um fax… nós é que não soubemos.
Hoje ele entregou as medalhas e vai sair na foto. Senti falta do Neguinho da Beija-Flor a puxar:
- OLHA O NUZMAN AÍ, GENTE!!!!!
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Maurren, um choro diferente.

É ouro no choro, Brasil. Amigas me ligam do Brasil para contar que grande diversão aí é chorar com os choros daqui - quase sempre de tristeza - e, enquanto choram, trocar telefones sobre quem chorou melhor. A Maurren, claro, também chorou, dessa vez de alegria.
Enredada no doping em 2003, suspensa por 2 anos, a Maggi levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Com 7,04m levou por um centímetro no salto em distância e fez história como a primeira mulher do Brasil a ganhar uma medalha de ouro em categoria individual.
Pelos ecos que chegam ressurgiu aí, logo em seguida ao grande feito de Maurren, certa patriotada midiática. Aquele constrangimento provocado pela habitual busca da emoção familiar diante das câmeras só não foi maior, me contam, porque Sofia, filha da Maurren, melou o clima ao dizer à mãe que preferia “a prata”.
Por aqui a Maurren fez toda a festa a que tem direito no estádio Ninho de Pássaro. Chorou, pulou, sapateou, correu pela pista, saudou os chineses, com bandeira vermelha em punho, e foi aplaudida de pé. Num clima de até-que-enfim choraram também jornalistas e comentaristas.
Mais do que compreensíveis as lágrimas de Robson Caetano, medalhista olímpico nos seus tempos de pista e agora analista do SportTV. Ele sabe quanto custa e quanto vale. Já os jornalistas…
História também faz o time de vôlei feminino, pela primeira vez na disputa do ouro. Amanhã contra as norte-americanas a final que pode redimi-las; diante de si mesmas antes de tudo mais. Atenas 2004 ainda está engasgada e quem vê de perto percebe que elas jogam com sangue nos olhos.
Para tanto o técnico José Roberto Guimarães tomou suas providências. Pagando do próprio bolso trouxe para Pequim uma psicóloga, contou a Terra Magazine Katia Rubio, professora da Faculdade de Educação Física da USP, pós-doutora e presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte. Se vencerão ou não é uma outra história, mas até a semi-final não deram sinais da fragilidade de Atenas e do Pan 2007.
Na final também, e mais uma vez, o vôlei masculino. Pedreira o 3 a 1 contra a Itália. Quando tudo parecia perdido depois do 25 a 19 no primeiro set, Giba sacudiu o time que fechou com 25 a 18, 25 a 21 e 25 a 22. Dezessete títulos de alcance mundial em seu estupendo currículo, ainda assim Bernardinho comanda o time sob mais pressão do que nunca.
Ambas contra os EUA, as seleções de vôlei do Brasil jogarão pelo ouro e contra a aposta dos que torcem contra. Não confundir os corvos de plantão, aqueles e aquelas que se alimentam das derrotas alheias, com os que apenas não embarcam na presepada do “ouro, ouro” e rejeitam a patriotada de ocasião.
Aí e aqui os que em suas tocas se remoem com o sucesso alheio miram em Mari, no vôlei feminino, e em Bernardinho. Ela, por Atenas. Ele, porque o filho Bruno sabe jogar vôlei e está onde merece.
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Comentários
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- GPS Craniano » Postado em: 23 de agosto, às 14:15
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Beleza de trabalho Bob. O diário da China ta de mais. Belas imagens e idéias. Pelo visto voce se orientou bem por ai sem a minha humilde orientaçao. Abraço,
GPS Craniano
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- Ive » Postado em: 23 de agosto, às 15:22
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Bob Fernandes, sou estudante de jornalismo e estou acompanhando seu blog desde o começo dos jogos de pequim.
Você sempre coerente, bem informado, é um orgulho tê-lo como participante ativo da mídia brasileira!
Vi tantas bobagens serem ditas por ‘profissionais experientes’ nessas olimpíadas que é realmente reconfortante ler suas palavras.Um exemplo a ser seguido!
Abraços!
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- ANDRE SEIXAS » Postado em: 23 de agosto, às 17:12
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bob, as meninas mereceram, o ze roberto tambem, o que nao aquento sao dirigentes oportunistas quese aproveitam de alguns bons resultados.
ao invez de fazer obras monstruosas como querem fazer em 2016, deveria ser investir no esporte, para talvez a alguns milhares de anos depois sermos uma potencia olimpica.
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- Costa » Postado em: 24 de agosto, às 17:20
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hehehe…. Valeu por divulgar Rodrigo. Abro mão de todos os direitos autorais, pela benevolencia coletiva desses versos…
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- RICARDO » Postado em: 25 de agosto, às 15:06
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E uma falta de respeito com os atletas do brasil,ganhar e bom mais temos q saber ,empatar e perder ,o q os pais ricos aposta nos seus atletas e bem mais q o brasil,PARABENS A TODOS VC,OLIMPICOS ,SAO TODOS OROS
Dunga na frigideira
Dunga na frigideira. E o óleo ferve. Outro não foi o assunto nesta quarta-feira no circuito virtual e telefônico China-Brasil-China. Na ressaca de Argentina 3 Brasil 0 discute-se o quando e o como, e não falta quem esteja a jogar lenha na fogueira. Inclusive de lá dos andares superiores.
Antes, porém, uma observação, para que fique claro o que é informação e o que é opinião pessoal. Este blogueiro entende que o cidadão Dunga, o ex-atleta Dunga, o capitão da seleção - decisivo - na Copa 94, o técnico campeão da Copa América 2007, deve ser tratado com todo o respeito que sua história merece, aconteça o que acontecer; e se vier mesmo a acontecer.
Uma coisa é o futebol, o resultado esportivo. Perder, ganhar, debater se o técnico é ótimo ou péssimo. Ser ou não demitido por conta de resultados é uma das coisas do futebol, da vida. Outra coisa é admitir a rasteira, o esgoto como caminho numa seleção brasileira. Sempre que assim se faz terminam todos emporcalhados. E o cheiro não é bom. Espera-se que Dunga seja mais uma vez Dunga se o jogo não for claro. Que divida, rache, e encare a parada de frente como sempre fez.
Nessa história os andares de cima são dois, e há entre eles ao menos alguma interconexão. Um é o da CBF de Ricardo Teixeira, o outro é o poder político, o Estado, às vésperas da Copa 2014 e os bilhões em dinheiro público que serão necessários.
Lula, o presidente da República, e Arlindo Chinaglia, o deputado petista e presidente da Câmara dos Deputados, acenderam um fósforo depois do jogo. O presidente da República, segundo testemunhos, teria dito que nem o Corinthians nos seus piores momentos o havia deixado “tão irritado”. O presidente da Câmara foi mais longe. Opinou:
- O Dunga já deveria ter caído… falar da queda do Dunga depois da derrota para a Argentina é quase uma covardia.
Quanto a essa última observação, a da covardia, não há o que discordar. Resta uma questão que só será dirimida se o blogueiro, hoje em Pequim, tiver uma chance de encontrar-se com o treinador, já em Shanghai. A questão é: já sabemos o que pensa Chinaglia da seleção dirigida por Dunga, mas o que pensaria Dunga da Câmara dos Deputados dirigida por Chinaglia?
E o que pensaria sobre Dunga hoje o presidente da CBF, Ricardo Teixeira? Há controvérsias. Consultados os oráculos depois dos 3 a 0 (leia aqui), a informação era de que nada aconteceria antes de Chile x Brasil, em Santiago dia 7 de Setembro, e Brasil x Bolívia no Engenhão, Rio de Janeiro, dia 10. O Brasil, como se sabe, está no 5º lugar nas Eliminatórias.
Do outro lado na controvérsia há quem diga que Ricardo Teixeira já teria se decidido por Vanderlei Luxemburgo e estaria em dúvida apenas quanto ao momento: esperar ou não a próxima rodada das Eliminatórias? Dizem, inclusive, que Teixeira teria mandado um recado para o técnico do Palmeiras logo depois do Brasil e Argentina do Mineirão, aquele 0 a 0: fique calado e não responda perguntas sobre a seleção. O emissário teria, por conta própria, repetido a mensagem a Luxemburgo depois do 3 a 0.
Os oráculos mantêm a tese. Nada, seja lá o que for, se faria antes da próxima rodada das Eliminatórias e, repetem os oráculos, futebol é uma caixinha de surpresas, um baú de imprevisões…
Quanto às teses e caminhos, é aguardar os próximos dias, se muito semanas, para ver onde estava a verdade. Se na frigideira acesa logo após a partida em Pequim com uma pinta de saltando-daqui-a-pouco, ou se num processo lento, gradual e seguro. Processo este ainda submetido a resultados.
Informação objetiva neste longo dia de ressaca, boatos e óleo fervente na frigideira, só agora há pouco. Bernardo Ramos, repórter deste Terra na cola da seleção, adentrou sorrateiramente o hotel dos amarelos e por lá acampou, preocupado com o silêncio no celular de Rodrigo Paiva – o assessor de comunicação da seleção.
Só ele de jornalista no saguão do Huating Hotel Towers. Deu-se então, já no final da noite da quarta-feira, o seguinte diálogo:
- Rodrigo, o cara não caiu?
- Não…
- Tô aqui no teu hotel…você pode me expulsar se quiser…
- Não, imagina…
- Você falou com o presidente?
- Eu falo com o presidente (Ricardo Teixeira) sempre…
- Ele falou alguma coisa sobre a convocação ou o jogo contra o Chile?
- Não, vá dormir tranqüilo.
- Não, eu vou dormir aqui. Então o cara não caiu hoje, nem cai amanhã e nem depois?
- Não, eu trabalho sério. Vá dormir tranqüilo…
Até o fechamento desta edição, 4 jogadores belgas jogavam gamão no saguão do hotel enquanto dirigentes da mesma seleção, a belga, enchiam a cara.
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- PAULA » Postado em: 23 de agosto, às 19:27
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ACHO QUE É FACIL FALAR EM QUEDA DE TECNICO DEPOIS DA DERROTA,TODOS DE FORAM AGORA VIRAM TECNICOS,TODOS SABEM TUDO DE JOGO,TODOS SÃO ESPERTOS E SABIOS EM FUTEBOL,QUERIA QUE O PRESIDENTE DA CBF DIRIGE SE UMA PARTIDA DE FUTEBOL PARA VER QUANDO É A PRESSÃO EM SER UM TECNICO UMA RESPONSABILIDADE TREMENDA,PRINCIPALMENTE DA SELEÇÃO BRASILEIRA.
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- Maria jose » Postado em: 23 de agosto, às 19:36
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Eu também so verei jogos da seleção se não mudar de tecnico,o Dunga permanecer.
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- Dunga - O Ténico... ops técnico » Postado em: 25 de agosto, às 13:56
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Márcia o melô está errado…
Eu dou… eu dou… o ouro agora eu dou… la la la lá…lalalalalá
Eu dou, eu dou eu dou eu dou kkkkkkk
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- Thiago Ribeiro » Postado em: 25 de agosto, às 21:26
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O Brasil, com um técnico como Dunga, como é que pode ir para frente?! Os Brasileiros já sabiam que o futebol masculino não ia dar em nada! Por isso meu repúdio a toda a essa aberração!!!
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- CRISTINA MARIA RIBEIRO BENEVIDES » Postado em: 28 de dezembro, às 11:19
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EXCELENTÍSSIMOS SENHORE (A)S
DOUTORE (A)S MINISTRO (A)S DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PODER JUDICIÁRIO DO BRASILCristina Maria Ribeiro Benevides, vem, respeitosa e tempestivamente, à presença de Vossas Excelências, para apresentar suas razões de apelação para marcação do julgamento do recurso extraordinário nº 194662 e requerer do ministro Exmº Dr. Ricardo Lewandowski que proceda a solicitação da apreciação do RE oriundo de um processo trabalhista onde na conclusão da referida Convenção e com a mesma assinada pelas partes na CCT de 1989/1990 entre SINDIQUÍMICA e SINPER e onde todos os representantes dos empresários assinaram o referido texto final dessa Convenção garantindo o pagamento das perdas salariais em discussão naquele momento.
O direito fundamental à razoável duração do processo, por força da Emenda Constitucional nº 15/2004, que acresceu o inciso LXXVIII ao artigo 5º da Constituição Federal de 1988, afirma: CFB em seu Artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI- a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
É o momento, eu acredito, de que se aplique a arbitragem como meio de solução dos conflitos trabalhistas. A Lei 9307/96 diz que: a aplicação da arbitragem para solução de conflitos trabalhistas inicia-se pela análise dos meios de solução de conflitos desta área, Prossegue-se com a averiguação das possibilidades e da utilidade da arbitragem no direito do trabalho, no que tange aos dissídios coletivos e aos dissídios individuais
O aspecto da demora da responsabilidade do Estado sobre a demora do processo judicial ou administrativo deveria obedecer ao princípio da cooperação entre os sujeitos do processo para alcançar um deslinde justo e célere (a um conflito entre os ministros deste STF sobre a Convenção Coletiva de 1989/1990 entre SINDIQUÍMICA e SINPEQ) e versar do princípio da cooperação entre os sujeitos do processo para alcançar um resultado justo e célere a este RE.
Pelo que acompanhei e conheço o SINPEQ do Pólo Petroquímico d Camaçari – Bahia – BA/CCT de 1989/1990, CONCORDOU e ASSINOU A CCT, comprometendo-se em repor as perdas salariais dos planos econômicos do governo Collor naquela época de injustiças plenas ao povo brasileiro. E o que houve mesmo?
Como fartamente abordado tanto na exordial como nos demais pronunciamentos acostado pela Apelada, versa a discussão do presente feito sobre a obrigação de pagar descumprida pelo apelante, após ter aderido a plano de consórcio por ela administrado, ter sido contemplado e por fim estar com a posse do bem que adquiriu por força do dito plano.
Razões da apelação
O que eu não entendo em minha ignorância jurídica, em meu entendimento de honra e palavra empenhada, dada, compromisso assumido de acordos entre pessoas, empresas, sindicatos é que não está acontecendo, como deveria no referido processo. Quero manter a certeza que existe justiça no Brasil e tendo a dúvida sobre os motivos que levam aos excelsos ministros desta Casa Suprema em não assinar, julgar e declarar que os trabalhadores das empresas deste Pólo Petroquímico de Camaçari – Bahia daquela época: 1989/1990 fazem jus à justiça embasados nas concordâncias e assinaturas de homens íntegros moral e profissionalmente de um acordo trabalhista pré-discutido e chegado a um acordo satisfatório para os trabalhadores. O que não compreendo é que as partes concordaram em repor as perdas salariais, mas o patronato mesmo assinando que reconhecia ao absurdo dessas perdas devido ao Plano Collor Verão ache “brecha” na Lei e coloquem na justiça brasileiro como um processo trabalhista contradizendo um acordo já previsto e assinado de reposição das perdas por eles mesmos, empresários, reconhecido e continuamos a esperar durante longos anos aqueles trabalhadores que ainda não faleceram pela compreensão e justiça do magistrado brasileiro, ou seja: as partes envolvidas (SINPER E SINDIQUÍMICA) reconhecem o erro do plano econômico e se dispõem a pagar as perdas para seus empregados. Mas para nossa surpresa a justiça brasileira representada pelo Supremo Tribunal Federal e que coloca as interrogações e dúvidas em um direito adquirido e reconhecido por todos os envolvidos e mantêm este Recurso Extraordinário nº 194662 “parado”. Sem explicar o porquê, sem dar uma satisfação ao povo brasileiro. Onde anda a justiça? Onde lendo a Carta Magna nós do Sindiquímica contrariamos alguma Lei, Normas, Dispositivos e etc. O que está sendo julgado no momento pelo STF é uma decisão já amparada pelas Leis e reconhecidas pelas partes envolvidas.
Onde está o impasse jurídico? O problema?
Realmente sou uma ignorante jurídica, mas tenho certeza que quando a eqüidade e justiça eu entendo perfeitamente.
Recurso extraordinário
“(RE) Recurso de caráter excepcional para o Supremo Tribunal Federal contra decisões de outros tribunais, em única ou última instância, quando houver ofensa a norma da Constituição Federal. Uma decisão judicial poderá ser objeto de recurso extraordinário quando:
1- contrariar dispositivo da Constituição;
2- declarar inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
3- julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição.
Partes Qualquer pessoa. Tramitação Para ser admitido o Recurso Extraordinário, a matéria constitucional deve ser pré-questionada. Em outras palavras, a sentença recorrida tem de tratar especificamente do dispositivo da Constituição que se pretende fazer valer. Não se pode dizer que uma decisão fere a Carta Magna genericamente: o correto é apontar o artigo supostamente violado. Antigamente só existia um recurso julgado pelo STF, o extraordinário, que abrangia as modalidades extraordinárias e especiais de hoje. Diante do aumento vertiginoso do número de causas que passaram a chegar ao Supremo, a Constituição de 1988 distribuiu a competência entre o STF e o STJ, sendo que o primeiro seria guardião da Constituição e o segundo, da legislação federal. Então, os recursos excepcionais foram divididos entre as duas cortes, cabendo exclusivamente ao STF o extraordinário e exclusivamente ao STJ o recurso especial. São características comuns do Recurso Extraordinário e Recurso Especial: 1- esgotamento prévio das instâncias ordinárias (não cabe mais recurso para instâncias inferiores); 2- a atuação do STF e STJ não é igual à dos outros tribunais? Sua função aqui é guardar o ordenamento jurídico e não a situação individual das partes. A parte poderá ser beneficiada por essa guarda, mas a mera alegação de que as decisões anteriores lhe foram?Injustas? Não servem para fundamentar esses recursos; 3- não servem para mera revisão de matéria de fato; 4- sua admissão depende da autorização da instância inferior, e depois do próprio STF e STJ; 5- os pressupostos específicos desses recursos estão na Constituição Federal e não no Código de Processo Civil e na Lei 8038/90; 6- enquanto perdurarem os recursos excepcionais, a sentença anterior já pode ser executada provisoriamente; 7- os dois recursos podem ser ajuizados simultaneamente no STF e no STJ, já que suas diferenças são bem delineadas pela Constituição, tratando-se de discussão de matérias distintas. Portanto, o prazo para apresentar os recursos corre simultaneamente, sendo de 15 dias. Conseqüências Jurídicas O efeito da decisão no Recurso Extraordinário só vale entre as partes no processo, e para elas a lei é inconstitucional desde o seu surgimento. A declaração de inconstitucionalidade não anula nem revoga a lei. Teoricamente, ela continua em vigor até que seja suspensa pelo Senado Federal, conforme prevê a Constituição em seu artigo 52, inciso X. Fundamentos legais Constituição Federal, artigo 102, III e artigo 52, X. Código de Processo Civil? Artigos 541 a 546. Lei 8.038/1990, artigos 26 a 29. Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, artigos 321 a 326.
Pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski interrompeu o julgamento, na tarde de 25/10/2007, dos Embargos de Divergência nos autos do Recurso Extraordinário (RE) 194662. Os embargos foram opostos no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Empresas Petroquímicas, Químicas Plásticas e Afins do Estado da Bahia (Sindiquímica), contra acórdão proferido pela Segunda Turma do STF nos Embargos de Declaração no RE.
O caso
Ao analisar o RE 194662, interposto pelo Sindiquímica contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Segunda Turma do STF decidiu no sentido de que a Lei federal 8.030/90 – que instituiu novo sistema de reajuste de preços e salários no governo Collor, não deveria prevalecer sobre a convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). A convenção foi firmada entre o Sindiquímica e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais Petroquímicas e Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D’Ávila (Sinper), para vigorar entre setembro de 1989 a agosto de 1990. Conforme o acórdão da Turma, a convenção é um ato jurídico perfeito e deveria ser respeitado.
Contra essa decisão, e com a alegação de que o STF não teria levado em conta a jurisprudência da Casa, o Sinper opôs Embargos de Declaração, que foram recebidos pela Segunda Turma. Com isso, foram mantidos os reajustes regidos pela Lei 8.030/90 – menos favoráveis aos trabalhadores, e não mais os previstos pela convenção trabalhista.
Ao analisar o RE 194662, interposto pelo Sindiquímica contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Segunda Turma do STF alguns ministros do STF decidiram no sentido de que a Lei federal 8.030/90 – que instituiu novo sistema de reajuste de preços e salários no governo Collor, não deveria prevalecer sobre a convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). A convenção foi firmada entre o Sindiquímica e o Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para fins Industriais Petroquímicas e Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D’Ávila (Sinper), para vigorar entre setembro de 1989 a agosto de 1990. Conforme o acórdão da Turma, a convenção é um ato jurídico perfeito e deveria ser respeitado.
Contra essa decisão, e com a alegação de que o STF não teria levado em conta a jurisprudência da Casa, o Sinper opôs Embargos de Declaração, que foram recebidos pela Segunda Turma. Com isso, foram mantidos os reajustes regidos pela Lei 8.030/90 – menos favoráveis aos trabalhadores, e não mais os previstos pela convenção trabalhista.
Votos de alguns ministros relatores
Os votos de alguns ministros relatores afirmam e isto está documentado que os embargos de declaração não poderiam ter sido providos para a correção de possível erro de julgamento. Para ele, ao receber os embargos, a Segunda Turma contrariou a jurisprudência do Supremo. “Embargos de Declaração não têm o condão de submeter o que decidido – e expressamente decidido com relação à existência ou não de divergência ou de peculiaridades do caso concreto que afastavam os precedentes, a novo julgamento”.
Por essa razão, alguns ministros votaram no decorrer desses anos, no sentido de conhecer e receber os Embargos de Divergência, para anular o acórdão da Segunda Turma do STF no julgamento dos primeiros Embargos de Declaração. E, com isso, restabelecer o que foi decidido no julgamento primitivo do Recurso Extraordinário, para fazer prevalecer à convenção coletiva dos empregados do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA) sobre a Lei federal superveniente, menos favorável aos trabalhadores. Processo RE-194662.
Sinto-me do triste, desesperançosa, envergonhada diante dos povos de outros países do mundo de ser brasileira e viver em um país que tem leis e brechas nas leis que permitem assassinos (a população de classe alta, média alta, empresários e políticos) responderem em liberdade condicional, empresários, políticos, funcionários federais desviarem verbas públicas e não acontecer nada, mas com o povo brasileiro pobre e desgraçado que é a imensa maioria do Brasil acontece tudo contra a gente. Aí surgem leis e outros para impedir que o povo tenha dignidade e orgulho de ser brasileiro. Já não mais acreditamos os homens dos poderes deste país outros com um Código Penal Brasileiro datado de 1940. É possível que eu morra e não veja ser feita a justiça nesse processo trabalhista. Deprimente. Uma tristeza e vergonha.
Os empresários se comprometeram pagar o que nos deve, mas a decisão está “emperrada” na justiça.
Então, o ministro Ricardo Lewandowski discorda de seus egrégios colegas e por quê? Ajude-me a entender esta demora em atender ao anseio justo dos trabalhadores, por que sou ignorante de estudos acadêmico, doutores.
O que é um acordo firmado entre as partes assinada e registrada? O que é transparência? Por que ministros reconhecidamente justos e homens com integridade moral e jurídica ilibada conhecida internacionalmente declaram-se em conclusões processuais jurídicas a favor da justiça dando suas razões e outros ministros de menor número não concordam? Eu não consigo entender. Se no Brasil tivesse pena de morte como ficaria o réu se fosse o caso em questão? Uns dão a sentença máxima outros prisão perpétua, se o crime, a situação foi à mesma que está sendo julgada?
Estou decepcionada e cansada. Desde 2005 que solicito uma apuração, um julgamento levando em consideração que houve naquela época concordância que havia perdas para repor em nossos salários e inclusive há um texto do senador Aloísio Mercadante onde ele explica o ABSURDO do Plano Collor I para os trabalhadores e hoje nenhum senador ou deputado estadual principalmente do PT como é o caso do referido senador, e nem a Central Única dos Trabalhadores não se manifestam dando uma mensagem, uma carta, uma Petição de solidariedade aos trabalhadores do Sindiquímica.
No Brasil eu só acredito em Deus e em mim. Vergonha. Que decepção, que espera por justiça absurda. Que desespero e que descrédito nos Poderes Brasileiros. Quem vai defender os pobres e trabalhadores neste país?
Termos em que,Pede deferimento.
Salvador (BA), 28 de dezembro de 2008.
Cristina Maria Ribeiro Benevides
Apelante e Ignorante Cidadã BrasileiraDaniel Dantas disse ao jornalista Bob Fernandes: “Vou detonar! Vou contar tudo. Tudo sobre a corrupção no Judiciário, no Congresso, na imprensa!”. Com medo, Gilmar Mendes mandou soltar o banqueiro. ?????????????
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2008/07/presidente-do-stf-determina-novamente.html
…São Caymmi desconfiaria
Dez e meia da noite. Mais uma vez no maravilhoso estádio Ninho de Pássaro, agora para saber quem é o homem mais rápido do mundo, o vencedor dos 100 metros rasos. Pela manhã, com 21s30, César Cielo entrou para a história da natação e do esporte brasileiro ao se tornar o atleta olímpico mais rápido do mundo nos 50 metros nado livre.
Usain Bolt, marrento, simula disparar uma flecha- que seria ele mesmo- três minutos antes do início dos 100 metros, a prova mais importante do atletismo mundial. Vai começar. O estádio emudece. Tiro disparado, em uníssono um oooohhhh ecoa pelas arquibancadas, Bolt larga atrás. Mas a 10 metros da chegada, já desconectado do segundo pelotão, o jamaicano diminui o ritmo, bate no peito e comemora os 9s69, o ouro e o recorde mundial.
Estamos em frente à linha de chegada, jornalistas se entreolham, se espantam com a facilidade, em especial com a diminuição do ritmo para a comemoração antecipada. O homem mais rápido do mundo sapateia, dança, dispara flechas imaginárias e inicia a volta olímpica.
Imperdível, risível, a dúzia de privilegiados fotógrafos que trabalha dentro da pista a tentar alcançar Bolt. Máquinas, lentes e abdomens a sacolejar no rastro das largas passadas do velocista, que busca sua torcida e a bandeira da Jamaica.
Diante das câmeras e lentes, Usain Bolt começa a faturar seus milhões de dólares. Bandeira às costas, segura as sapatilhas douradas, uma em cada mão. Quem filmar ou fotografar o jamaicano nos instantes seguintes à vitória espalhará uma mensagem pelos quatro cantos da Terra: quem calça o humano mais rápido do mundo.
Ver quem são os homens mais rápidos do planeta na água custou caro, muito caro neste sábado, 16. Na sexta-feira a polícia chinesa havia prendido 110 cambistas. Em vão. Vai cair na piscina, para nadar os 100 metros borboleta, o anfíbio que todos querem ver quebrar o recorde de Mark Spitz, 7 medalhas em Munique/72: Michael Phelps, norte-americano como Spitz.
Nas cercanias do Cubo d’água, a disputa por ingressos no câmbio negro. Brasileiros na batalha. César Cielo, cheiro de ouro, vai nadar os 50 metros. Felipe Viera, jornalista gaúcho, resolve pagar pra ver.
Em Porto Alegre, Felipe Vieira tem programas na Band AM, Band News e Band TV. Ele está em Pequim por conta própria, por amor aos esportes e à aventura. Paga ingressos do seu bolso. Sempre no câmbio negro. O colorado, que foi ao Japão ver o Inter sagrar-se campeão do mundo, já é chapa dos cambistas.
A coisa não está fácil. O cambista, inglês, percebe a camisa verde-amarela de Felipe, e sabe que há um brasileiro nas finais da manhã. Pede US$ 600. Felipe regateia mas pensa em pagar. Quando vai meter a mão no bolso, surge um irmão do Norte e pergunta quanto é. O cambista aponta o orecchione Phelps no telão e comunica, sereno: “Mil dólares”.
O norte-americano entrega dez Franklins e pega o ingresso. Felipe, saliva e pergunta: “Tem mais um?”. Resposta: “Tenho, o último, por mil dólares”. O norte-americano que quer assistir Michael Phelps se tornar lenda paga mais mil e leva o último ingresso, para um amigo.
-Não deu, amor, mil dólares… -, desabafa Felipe para a namorada, Allessandra. Ela, em Petrópolis, Porto Alegre, encontra a solução. Felipe Viera, que queria tanto ouvir o hino nacional e ver a bandeira brasileira subir no pódio, acompanha a vitória de Cielo pelo telefone. Lá em Porto Alegre a namorada Allessandra aumenta o som da tevê enquanto Felipe, solitário em frente ao Cubo d’ água, gruda o ouvido no celular. César Cielo é o primeiro ouro do Brasil em Pequim.
Phelps se torna lenda. Nos100m borboleta faz 50s58 e bate o sérvio Mirolad Cavic, que até o último dos seus dias pensará no que perdeu, no que deixou de ganhar. Cavic chegou à borda da piscina à frente, mas vacilou. Phelps, aos 23 anos, tocou a unha antes e por um centésimo de segundo ganhou seu sétimo recorde e ouro.
O recordista de medalhas olímpicas até então estava em Detroit (EUA), onde um dos filhos jogaria basquete neste sábado. Mark Spitz, magnânimo aos 58 anos, resumiu a ópera: “Michael foi épico”.
Um dia para a história dos homens mais velozes nas pistas e piscinas. Usain Bolt dispara suas flechas, exibe suas sapatilhas, dança enquanto o telão do Ninho de Pássaro reprisa a vitória do homem mais rápido do mundo.
Penso na notícia recebida há pouco. Aos 94 anos morreu Dorival Caymmi, mestre da música brasileira. Dele se dizia ser o criador de um novo modo de viver a vida, de se medir o tempo. Existiria um tempo lento, um outro muito lento, e um ainda mais lento, o de Dorival Caymmi. Reprise no telão. Bolt, disparado… tão rápido que São Caymmi desconfiaria.
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- Roger Vadan » Postado em: 18 de agosto, às 18:28
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Só pegam quando cara é jamaicano ou outro fim de mundo, o Carl Lewis agora se sabe que era “aditivado” Naquela famosa prova dos 100m do Ben Bombado Johnson, os três primeiros estavam na química também.
Os três atletas beneficiados com medalhas após a desclassificação de Ben Johnson em Seul, os americanos Carl Lewis e Calvin Smith e o inglês Linford Christie, foram, em algum momento de suas carreiras, em provas mais ou menos importantes, nacionais ou internacionais, apanhados em testes antidoping por consumo de substâncias ilegais. Johnson foi o único que admitiu usar drogas e o único que perdeu suas medalhas e seus recordes.
Ou seja o Robson Caetano teria sido o primeiro dos honestos naquela.
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- Tiago » Postado em: 18 de agosto, às 21:16
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Nossa, pedro. Na minha terra isso se chama peleguismo.
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- Bruno » Postado em: 25 de agosto, às 14:39
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Olhem o grid na foto. Por que os americanos fazem ou fizeram, não se justifica, que outros possam também fazer. Lembram-se da Florence Griffith-Joyner, pois é. Trata-se de roubo, e o COI é conivente com toda esta palhaçada. Quem não se droga, não tem a menor chance. Muito dificil acreditar que o cara é tão melhor que os demais. Só tempo dirá.
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- Chorao » Postado em: 25 de março, às 18:18
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Tu é um cagao chorao ein processando a NC so pq fico “tristinho”
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- chororo » Postado em: 26 de março, às 01:52
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E ninguém mais cala
esse chororô…Quem escreve o que quer
Lê o que não quer.
Seleção: a batalha da camisa

Quem viu conta que foi lindo. Na noite de quinta, no Ibirapuera, São Paulo, o encontro de duas sínteses do Brasil cool, sofisticado e ao mesmo tempo simples, do Brasil sutil. Brasil que em meio à sofreguidão, grossura e burrice, existe, resiste. Na belíssima sala de espetáculos desenhada pelo brasileiríssimo Oscar Niemeyer, o brasileiríssimo João Gilberto.
Em 2002, numa conversa de quase uma hora, ouvi deliciado João Gilberto defender com veemência, paixão e ira um outro que, dentro do seu campo, foi sempre brasileiríssimo. Sofisticado e simples, eficaz e sutil no que mais sabia fazer. Romário.
- …o Romário é o Brasil, não esses brutamontes que se cata aos montes em cada esquina. O Romário tem uma incomparável noção de tempo, tem a precisão, o talento, a sutileza e a genialidade do verdadeiro Brasil - pregava ao telefone João Gilberto, ele mesmo a condensação minimalista de um Brasil genial e sutil.
Esse Brasil me surge um pouco ao ver a Marta, sutil, tocar por cima da goleira norueguesa e fazer o segundo gol. Meia-boca o Brasil 2 Noruega 1 que leva as meninas para a briga na semifinal. Sutis, Marta e Cristiane, quando têm a bola nos pés, a possibilidade do tempo certo, não quando levadas a correr atrás de bolas podres.
Mas, confesso, esse Brasil de Niemeyer, João Gilberto, Romário, Marta & Cia baixa aqui na hora de escrever muito mais em contraposição a um outro Brasil. Esse, o da sutileza, é a antítese do Brasil revelado nas linhas abaixo. O episódio é o do uso ou não do símbolo da CBF no uniforme das seleções brasileiras de futebol nos Jogos Olímpicos.
Antes, para ficar claro o tamanho da briga: o futebol no mundo é, dizem os entendidos, negócio de quase meio trilhão de dólares. Olimpíadas? Só essa de Pequim custou US$ 45 bilhões. Somem-se a isso os gastos e o todo que envolve 27 esportes em outros 204 países presentes aos Jogos e se terá a dimensão do que está por trás da briga FIFA/CBF x COI/Comitê Olímpico Brasileiro.
Tudo já estava acertado entre o suíço Joseph Blatter, da FIFA, e o francês Jacques Rogge, do COI. Como os estatutos proíbem o uso de uniforme não-olímpico, as seleções que jogassem com o escudo na camisa seriam multadas. No caso, as seleções brasileiras e o escudo da CBF. Multa de US$ 1 mil por partida. Menos de US$ 10 mil para quem chegasse à final.
Tudo certo. Só que no final da manhã da sexta-feira, 8 de agosto, hora de Pequim, início da madrugada, hora do Brasil, a coisa estoura. Lula, o presidente, está na embaixada do Brasil, manhã de entrevista com jornalistas estrangeiros. O tom elevado na voz do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, sobressalta alguns:
- Presidente, presidente…
O que Lula ouve de Nuzman - e este blogueiro ouviu alguns dos presentes na embaixada e fontes do governo - é preocupante. Preocupa também o ministro do Esporte, Orlando Silva, que ali presente desconhece a gravidade do assunto, é surpreendido pela informação do presidente do COB: se o Brasil jogar com o escudo da CBF no uniforme o projeto Rio-2016 corre sérios riscos.
Mais: o país pode ser punido ainda em Pequim. O presidente, uma viagem à China depois, cansado, se tensiona. Sua assessoria se move, o ministro do Esporte se mobiliza. Tem início um capítulo dessa história que, hora do Brasil, começa por volta da meia noite e só termina no final da madrugada.
Fábio Simão, chefe da delegação brasileira de futebol, é contatado em Shenyang. Dunga e Rodrigo Paiva, assessor de Comunicação, são postos a par. Sérgio Cabral, o governador do Rio de Janeiro, também em Pequim e preocupado, entra no circuito de telefonemas. A assessoria do presidente da República dispara ligações. É preciso falar com Ricardo Teixeira, o presidente da CBF.
Teixeira está no Rio. É madrugada. Ele dorme. Duas horas depois, no circuito Shenyang-Pequim, os fatos começam a ser esclarecidos: a seleção poderia jogar, bastaria pagar a multa. Mas, resta o temor. E a retaliação à candidatura Rio-2016?
Fontes da presidência detalham: Lula estava preocupado. Ainda no dia da abertura dos Jogos Olímpicos se encontraria com o presidente do COI e não queria obstáculos no caminho da conversa, e do projeto Rio.
Ricardo Teixeira é encontrado e acordado no Brasil. No meio da madrugada. Não gosta nem um pouco. Porque, no seu entender, tudo já estaria resolvido. Não gosta do barraco, do stress por conta de algo que já estaria acertado. O presidente da CBF, enfim, já de manhãzinha no Brasil, fala com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Relata que o problema não existiria, mas repete a decisão tomada na madrugada.
Para que a CBF não viesse a ser responsabilizada por eventuais e supostos prejuízos à candidatura Rio, para que não parecesse não apoiar a Rio-2016, para não criar um clima em meio à Olimpíada que depois poderia ser usado como munição pelos adversários, as seleções brasileiras abririam mão de jogar com escudo da CBF. Fim da crise de Itararé.
O rescaldo viria nas entrelinhas, ou mesmo nas linhas, em duas notas da CBF, a primeira delas às 14h30 do mesmo dia 8, hora do Brasil. Claríssima em seus termos quanto ao clima vivido nas horas anteriores:
- O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro o apelo (Nota da Redação: !!!) para que a Seleção Brasileira Olímpica não use mais a camisa oficial, a da seleção pentacampeã do mundo (NR: !!!), sob o argumento (NR: !!!) de que estaria prejudicando a candidatura do Brasil a sediar as Olimpíadas em 2016.
Dizia-se ainda na nota:
- O presidente Ricardo Teixeira (…) para evitar ainda quaisquer constrangimentos ou transtornos (…) decidiu atender ao pedido do COB (…) e comunicou a presente decisão à FIFA.
Cereja na mesma nota do presidente da CBF. Convocado a dizer alguma coisa, Ronaldinho lamentava “não poder usar mais a camisa oficial”. Frase:
- A camisa com as cinco estrelas é um motivo de orgulho para todos nós, jogadores, e para o povo brasileiro. A gente queria muito continuar jogando com ela. Mas se isso pode atrapalhar a candidatura do Brasil para 2016, temos que entender e aceitar.
Essa nota mal estava na praça quando a assessoria de comunicação do COB de Nuzman enviou um email a jornalistas solicitando correção. Dizia que o pedido não era do COB, mas sim do Comitê Olímpico Internacional.
No dia seguinte, às 9h31, outra nota da CBF. Esta, de Dunga. Que destacava “o espírito olímpico da Seleção ao não jogar mais com a camisa oficial”. O comunicado da CBF News escancarava o título “Técnico diz que até jogadores adversários sentirão falta da camisa 5 estrelas”, e Dunga mandava:
- A camisa da Seleção Brasileira é um símbolo, respeitado pelos torcedores em todo o mundo. Claro que os jogadores sentiram por não poder mais usá-la nas Olimpíadas.
A boleirada, sempre atenta à zica, à urucubaca, não gostou da mudança de camisa, e ainda bate na madeira. A Nike improvisou. Nesta quinta 15, no Brasil e Noruega, o número 0 da camisa 10 de Marta, despregado, ameaçava cair.
Uma semana depois da crise, o troco. Florentino troco do ministro Orlando Silva, pego de calças curtas diante do presidente Lula pelo movimento de Nuzman. (A análise é do blogueiro, não do ministro.) Numa conversa na quinta-feira, 14 (ler aqui), Orlando Silva informou:
- …ainda não sei como seria, mas vou convidar a Transparência Brasil para monitorar, acompanhar todos os gastos públicos com a Copa 2014…
Claudio Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, a Terra Magazine respondeu na mesma quinta: “Aceitamos o convite e estamos à disposição do ministro”.
Mas o que seria florentino no movimento e no convite? Bem, só a pré-candidatura Rio-2016 custará algo como R$ 100 milhões. Conta paga pelo governo federal, pelo ministério de Orlando Silva. Que convida a Transparência Brasil para monitorar gastos de um evento, a Copa-2014, que ao menos em parte é privado. Pergunta desde então solta no ar: por que, então, não monitorar também os gastos, públicos, com a pré-Rio 2016? Ainda mais depois dos gastos no Rio 2007…
PS: Gutão. Mensagem recebida. Abração e Bora Baheeeaaa!
PS II: O maior meia esquerda que vi jogar, Gatão Pédico, do Bragantino. Felicidades, grande abraço para os amigos.
. Veja também:
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- Roberval » Postado em: 17 de agosto, às 14:28
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A mesma ladainha de sempre. não sei como eu ainda venho visitar esse blog..
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- William » Postado em: 17 de agosto, às 17:23
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DOPADO!! DOPADO!!! É O BEN JOHNSON II.
Já tinha cantado a bola. Essa é a prova “nobre” e uma das mais difíceis do atletismo. Tanto que os recordes são mínimos e demoram para serem batidos. Esse jamaicano me lembrou NITIDAMENTE o Canadense Ben Johnson em Seul 88. Numa prova dessa o cara comemora e “brinca” quase 2 metros antes da chegada???? Pode esquecer!!! E ainda diz na entrevista que dorme pouco e se alimenta de nuggets de frango e junk food? DOOOOOPING!!!!
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- Emilio Hoffmann » Postado em: 23 de agosto, às 10:53
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O futebol brasileiro tem que vestir a camisa do Brasil, com a bandeira do Brasil, o símbolo da olimpíada, e nao a camiseta da CBF que nao vale nada numa olimpiada… ser pentacampao do mundo é o mesmo que nada em uma olimpiada… tem q ter espirito olimpico, vontade de representar o Brasil.. por isso q o futebol nunca ganhou uma medalha de ouro… e provavelmente jamais ganhara com esta mentalidade…
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- José Carlos » Postado em: 23 de agosto, às 13:30
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Atitude e disciplina são fundamentais em qualquer trabalho! Ou alguém duvida?
Basta ver os atletas da China!A maioria dos atletas brasileiros não passa de medíocres “fazer de conta” não levam a serio imaginam subir ao topo sem sacrifícios.
Vi uma declaração do nadador CIELO que treinou fora do Brasil, o treinador o indagou se queria treinar de verdade para isso teria que deixar de lado namoros e outras coisas mais, veja a seriedade dos preparativos para ser um atleta olímpico! Ele é um exemplo de verdade!
Chegou à hora de uma reflexão séria a respeito, o vexame Brasileiro com o batalhão de atletas é triste o resultado para não dizer trágico, qual será o valor custo de cada medalha quando esse grupo retornar ao Brasil, qual o custo para cada cidadão brasileiro à conquista da minguadas medalhas? A TV Globo me enoja de tanta asneira que consegue transmitir, tenho vergonha!
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- Ronaldo de Abreu » Postado em: 23 de agosto, às 14:33
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Bom hoje vejo a seleção brasileira masculina em todos os níveis da seguinte forma….
Podre, mediocre, sem carater ou honra para ser chamada de seleção brasileira…
Hoje assistindo a uma reportagem vi que Messi pagou seu proprio seguro, que o EUA pagou para mudar o horário das finais da natação para verem Phelps entrar na história…
E nós vimos um time sem atitude e nem honra para enfrentar a Argentina…não vi nenhum jogador ali dentro de campo bater no peito e falar vamos para frente..somos os melhores, como Giba fez contra a Itália…
E depois ainda querem vir falar na TV que não torcemos ou que nos relembramos do passado…
O passado sim..foi glorioso..o quão grande ver Pelé desfilar o seu reinado, ver Sócrates e Zico mostrar ao mundo o show em 82…
E tenho que ouvir narradores na televisão falar que Ronaldinho acordou, está sorrindo…só se for de ironia….
Essa é a minha maior decepção com o futebol masculini, pois não jogam por orgulho a seu país, mas sim por status e miseros trocados…
Tenho dito…
Transparência para a Copa de 2014
O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai convidar a organização Transparência Brasil para “acompanhar todos os gastos do governo federal com a Copa do Mundo de 2014”. Ele ainda não sabe como fazer o convite, nem de que forma a organização poderia atuar ou aconselhar, mas disse a este blogueiro:
- É uma organização séria que, entre outras coisas, monitora o uso de dinheiro público. Não sei como, nem se aceitarão, mas minha idéia é convidá-los para monitorar, se for o caso e se eles puderem fazer isso, tudo que seja gasto do governo federal… abriríamos tudo, desde a fase de planejamento, já agora (a Transparência Brasil aceitou o convite do ministro; leia aqui).
Diz o ministro que o convite será para valer. Orlando Silva está em Pequim nesta quinta-feira 14, às vésperas de voltar para o Brasil, depois de duas semanas vasculhando o antes e o durante olimpíadas, o que fez e faz a China, e envolvido nas tranças de bastidores pela candidatura Rio-2016.
O que ele não diz, nem em on nem em off, mas fica claro nas entrelinhas, é que não quer repetir erros generalizados do Pan-Americano do Rio, um dos temas da conversa de uma hora numa sala da casa do Brasil no Jianguo Garden Hotel.
Em minutos o ministro receberá o general italiano Gianni Gola, presidente do Conselho Internacional de Esportes Militares (CISM) e personagem influente da cartolagem internacional- em 2011 o Rio realiza os jogos mundiais militares.
Orlando Silva, ministro indicado pelo seu partido, o PCdoB, entende que mesmo um regime socialista duro, ou de excelência alimentar, deveria preservar as batatinhas fritas do McDonald’s. Ele diz isso enquanto devora um Bic Mac, segundo ele pela primeira vez na vida; não um Mac, mas o Big.
Orlando Silva é um político, e essa observação não mira o sentido vulgar e popular da expressão mas, sim, a essência do fazer política. Enquanto o interlocutor constrói a frase ele já busca uma vereda, um caminho seguro para a resposta.
Na conversa, o passado recente, o presente e o futuro. Sempre, dos mega-temas ligados à sua pasta: Rio-2016, Pequim, Copa-2014 e o Pan-Americano.
Ele acredita, de fato, nas chances do Brasil para 2016. Seja isso apenas uma esperança ou fato. Diz que o Rio de Janeiro necessitar tanto de investimentos em múltiplas áreas, além da Segurança, será um fator a mais para que o COI se incline pelo Brasil:
- Depois que o presidente Lula garantiu total apoio do Estado para a infra-estrutura ficou claro para o COI que o Brasil quer mesmo sediar as olimpíadas.
A questão da Segurança é, no seu entender, contornável. Cita como exemplo a queda da criminalidade no Pan, e abre o leque:
- O Rio tem os problemas conhecidos, mas, como aqui, a Segurança para os Jogos é uma Segurança toda especial, um esquema específico, como vimos no Pan, e num exame de Segurança entram outras variáveis…
Que variáveis seriam essas? “O presidente Lula disse que o Brasil não tem terrorismo, não tem, por exemplo, o ETA”. ETA, organização basca que historicamente se valeu de atos terroristas na Espanha. Como sabemos, Madrid é uma das candidatas para 2016. Segue o ministro: “Não são baixos os índices de criminalidade comum em Chicago, e isso também é Segurança”.
Orlando Silva, por mais político que seja, nem aventa a possibilidade - ao menos nessa conversa não o fez - de até lá o Rio de Janeiro ter encontrado uma forma de enfrentar uma situação que se pode chamar de pré-colombiana. (De Colômbia, o país vizinho que viu nascer e crescer narco-estados em algumas de suas cidades, como Cali, e que até hoje paga por isto.)
Ainda quanto ao futuro, a Copa-2014. O ministro faz questão de frisar, quando fala da idéia de convidar a Transparência Brasil:
- Eu estou me referindo aos gastos públicos, com infra-estrutura, não falo sobre os gastos privados.
Aí, uma questão. A Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib) assinou um termo de cooperação para mapear o que é preciso, quais seriam as necessidades para uma Copa do Mundo ser realizada. Tal mapeamento deverá estar à disposição no início do ano.
Da mesma forma, nos primeiros meses do ano a CBF dirá quais serão as cidades-sede. A partir daí, a coisa começa. A partir daí, as decisões. Onde serão os estádios? Quem construirá? Quem vai pagar a conta, ao final? A iniciativa privada, ou os cofres públicos?
No discurso oficial de CBF e governo, os estádios ficarão por conta da iniciativa privada. Enquanto nada está decidido não há como obter resposta para valer às seguintes perguntas: será assim mesmo? E quem financiará a iniciativa privada? O mercado, ou bancos públicos?
São questões que cabem, tendo em vista a história do futebol brasileiro e os recentes jogos Pan-Americanos. Orlando Silva aponta um dos grandes erros nessa questão do dinheiro público:
- Transparência. Não adianta subdimensionar gastos com medo da reação da imprensa porque depois, quando aparecem os gastos reais, a reação é ainda pior. Isso aconteceu no Pan…
Ainda nesse rumo, cita:
- Outro grande erro foi aquela gincana pública, aquela disputa sobre quem estava gastando mais. Um dizia que gastou cem, o outro rebatia que ele é quem gastou duzentos. E isso sem que se explicasse quais o investimentos diretos, os indiretos, o que era, por exemplo, verba da Petrobras para publicidade, o que era custeio, uma enorme confusão.
Em tempo: com todos os gastos, incluindo-se, claro, infra-estrutura, o Pan no Rio de Janeiro custou R$ 4 bilhões. Os jogos de Pequim, a mais cara Olimpíada da história, R$ 65 bilhões. Qual o custo da presença do Brasil e seus 277 atletas na China?
Por enquanto só se consegue mensurar o que gastou o Comitê Olímpico Brasileiro: R$ 26 milhões. Falta computar os investimentos de estatais tipo Petrobras, Banco do Brasil, Caixa…, seja em contratos específicos, seja no que é diluído em contratos longos.
Isto posto o ministro do Esporte fala sobre os resultados esportivos do Brasil, e de suas expectativas pessoais, nos jogos de Pequim. No dia em que o vôlei masculino perdeu para a Rússia, 3 a 1, mas segue na briga, o judô caiu com Edinanci Silva e Luciano Corrêa e César Cielo levou um bronze na natação, aposta Orlando Silva:
-Acho que teremos os melhores resultados de uma participação brasileira na história dos jogos…
Ou seja, se isso não ocorrer o ministro do Esporte terá avaliado mal o projeto olímpico, e terá frustradas suas expectativas. A aposta dele é a de todos: nos vôleis, nas seleções de futebol, no iatismo, ainda alguma coisa na natação, no atletismo… Pelo menos um exemplo de um grande fracasso? “O basquete”.
O ministro considera ser muito cedo para um balanço. “Não serão só as medalhas, embora isso seja o principal, mas no final precisamos mensurar como foi cada esporte. Quem nunca chegava e chegou, quem não ganhou em que posição ficou, se subiu ou desceu… ainda é cedo para ver o conjunto da obra.”
O Pan-Americano, sem recordes mundiais e olímpicos, com resultados modestos do ponto de vista esportivo, foi um auto-engano? O ministro, a princípio, rejeita a tese, mas no decorrer da conversa, aqui e ali, deixa escapar, talvez até sem perceber.
Se foi um auto-engano (e foi), certamente contou com a conveniência de largas porções da mídia. A que apenas explora banalmente a patriotada barata e a que vende e lucra com isso - palavras do blogueiro, não do ministro.
E se a maionese desandar, se os resultados não vierem e o país se puser a torcer por um cavalo - como em Sidney e Baloubet du Rouet em 2000 - para ganhar ao menos um ouro purificador? O ministro do Esporte, mais do que ninguém, torce pelos bons resultados, por medalhas, mas é um político, tem que levar em conta todas as possibilidades, vertentes e saídas. Uma delas, o político Orlando Silva começa a alinhavar ainda durante a conversa:
- …pode ser que esse confronto não dito mas por todos percebido entre China e Estados Unidos, essa grande batalha para ver quem ganha mais, termine por se espalhar por todos os esportes, que eles acabem disputando duro em esportes que normalmente não disputariam…
Como é um político, enquanto expõe a tese o próprio Orlando Silva percebe o flanco aberto, e se desvia:
- …se bem que isso vale para o resultado de todos os participantes…
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Veja também:
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- lissandro » Postado em: 15 de agosto, às 15:57
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O Ministro da tapioca não tem moral para fiscalizar nada.
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- José Carlos » Postado em: 15 de agosto, às 16:48
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São todos, Lula, Orlando Silva, Nuzmann, Ricardo Teixeira, Romário, Globo, Galvão, etc.,etc.etc. uma cambada de idiotas, burros e imbecis, que nofundo só querem é desviar o dinheiro do Brasil. Acrediote neles quem quiser, eu não.
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- Jose Carlos » Postado em: 15 de agosto, às 16:51
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Deviam se preocupar com as crianças que estão morrendo nas filas de hospitais, pq estes canalhas desviam o dinheiro q deveria ser aplicado na saúde. Vão tudo pro inferno ver o capeta de perto, diabarada. Eles e quem acha q eles estão certo.
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- Paulo » Postado em: 15 de agosto, às 17:43
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É NOTÓRIO O INTERESSE DOS ESPERTALHÕES NESTA BOLADA TODA QUE É ORGANIZAR UMA OLIMPÍADA… QUEM NÃO QUER ESTAR NESTA IMENSA PIZZA, QUE NÃO TEM DONO, MAS QUE NÓS, CONTRIBUINTES COMPULSÓRIOS, SOMOS OBRIGADOS A MANTER? VEJAM O EXEMPLO DO MALFADADO PANAMERICANO NO RIO… (SIC!) É MUITA GENTE QUE VAI ENRICAR NESTE ESTADO SEM DONO…
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- Marcel Leal » Postado em: 26 de fevereiro, às 15:30
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Hoje já sabemos que a copa vai custar em torno de R$ 35 bilhões. O que vão fazer com essa dinherama toda? E se os brasileiros decidissem o que vão fazer com essa grana? Duvido que teríamos uma copa do mundo por aqui… Temos diversas áreas que se resolveriam com muito menos investimentos… No querominhaparte.com.br dá pra mostrar o que faríamos com essa verba, pelo menos serve como protesto.
Técnico da seleção admite “vazio” no meio-campo

Com saudades do futebol em dias de outros 26 esportes, fomos ao Estádio dos Trabalhadores assistir a Brasil e Nigéria. Três a um, 3 gols de Cristiane (foto acima), e às 7 da manhã da sexta-feira, hora daí, o Brasil enfrenta em Tianjin a Noruega – que levou 5 a 1 do Japão e ficou em segundo no grupo G.
A seleção começou avançada e as nigerianas presas atrás. Mas havia algo estranho em campo; o próprio gramado. Depois do jogo, Marta (Umea, Suécia) e o técnico Jorge Barcellos falaram sobre o jogo amarrado, com bolas sempre um pouco além ou aquém: “A grama segura a bola, ela não rola”, contou Marta. “…o piso é irregular, desvia a direção da bola e, com isso, erramos ainda mais passes”, disse Barcellos.
O técnico ainda não tinha estatísticas prontas, nem o serviço olímpico oferece, mas a quantidade de passes errados foi enorme. Os números que Barcellos tem são ainda do primeiro jogo, contra a Alemanha, e dão uma idéia de qual tem sido um dos erros básicos do time: foram 78 os passes errados na estréia contra as alemãs.
Erros do time sim, admitiu Barcellos apesar da classificação em 1º lugar no chamado Grupo da Morte, à frente da campeã mundial Alemanha, da Coréia do Norte e da Nigéria. A primeira situação de perigo real na partida surgiu exatamente de um passe errado, na fogueira, aos 13 minutos.
A goleira pernambucana Bárbara (do Sport), reserva de Andréia (do Prainsa, Espanha) - que sentiu uma contusão e ficou no banco -, tocou para Simone (Lyon, França) que, também desatenta, perdeu a bola. Chute do bico da pequena área esquerda, à queima-roupa, que Bárbara defendeu com o pé direito.
Cinco minutos depois outro vacilo, este pela direita e dentro da área. Pênalti convertido por Nkwocha, a número 4, melhor jogadora da Nigéria na partida. Gramado ruim ou não, as nigerianas seguiram mais leves no jogo, rondando mais que o Brasil, até Rosana (SV Neulengbach, Áustria) achar pela esquerda uma jogada de linha de fundo. E em cima exatamente de Nkwocha.
Rosana pareceu sair pelo lado errado, mais uma vez com a bola mascando, mas na dividida livrou-se da 4 e levantou para a risca da pequena área. Encontrou Cristiane (Linköpings, Suécia), que de cabeça fez aos 33 minutos. Aos 35, a grande jogada individual da partida.
De costas para o gol, a goleira Dede adiantada, Cristiane ergueu a bola com o pé esquerdo à altura da cintura e deu uma puxeta; debate na tribuna de imprensa: puxeta, meia bicicleta ou bicicleta? Monociclo foi a solução de compromisso, mas a história registrará bicicleta.
Pouco importa. Vale é a belíssima imagem que os canais chineses não param de repetir. Golaço que levou uma repórter sueca a pedir a Marta que explicasse o “gol sensacional”. Ou, segundo o olhar do entusiasmado tradutor da entrevista pós-jogo, “o gol fantástico e surpreendente”.
A mais concatenada jogada verde-amarela da partida fecharia o caixão nigeriano aos 48, último minuto do primeiro tempo. Numa triangulação pela direita, Maycon (Saad, do Mato Grosso do Sul) tocou para Cristiane, novamente ela, que apenas escorou da altura da marca do pênalti.
A bola rola e a Nigéria volta no ataque no segundo tempo. Três boas chances até que, aos 19, outra grande jogada da inspirada Cristiane. A atacante recebeu pela direita à entrada da área e, depois de escorar duas marcadoras, girou e bateu com a esquerda, em curva para dentro, buscando o ângulo direito. Dede saltou e fez a mais bela defesa da tarde-noite.
Depois do jogo, Jorge Barcellos responderia a uma pergunta sobre o mais grave problema do time brasileiro, o vazio no meio-campo na hora da armação. Vazio que se repetiu contra a Nigéria.
Em boa parte do jogo, no instante da armação, o meio-campo fez lembrar o deserto de Gobi. Esse vazio foi fatal na derrota para a Alemanha na final do Mundial 2007, em Shanghai, reconheceu hoje Barcellos.
Pergunta: A Marta, assim como na derrota para a Alemanha em 2007, pareceu mais uma vez sacrificada pela ligação direta, pelas bolas longas da defesa para o ataque. Ela se desgasta boa parte do jogo atrás de ‘bolas podres’. O vazio no meio campo é por conta da característica das jogadoras ou é erro mesmo?
Resposta de Jorge Barcellos:
- Temos tentado corrigir isso nos treinamentos. Com essas bolas longas o meio-campo não acompanha, não tem como acompanhar as jogadas. Não tem como fazer as jogadas de fundo, de meio, de troca de bola, isso leva também às dificuldades na hora do passe e não permite ao time imprimir um ritmo, dar uma intensidade à partida que obrigue o adversário a correr atrás, a se mover de forma intensa atrás do nosso time.
Concluiu o técnico da seleção brasileira:
- Esse vazio no meio-campo e as bolas longas levam a outro problema: não dão às meias o tempo para chegar, ficamos com a Marta e a Cristiane isoladas e aí não dá, temos que ter três atacantes na área. Contra a Coréia teve jogada que a Cristiane estava sozinha na área… Temos que melhorar isso…
PS: Hoje é dia de dormir cedo aqui em Pequim. Amanhã pela manhã tem ginástica olímpica.
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- brasil » Postado em: 12 de agosto, às 17:52
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adoro futebol
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- emilio » Postado em: 12 de agosto, às 17:54
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É isso aí.
O vazio existe, mas 3 gols também.
Pedro luiz
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- Cláudio » Postado em: 12 de agosto, às 18:17
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preconceito é crime Sr. Vidal
até mesmo o Dunga (seria melhor aproveitado na seleção feminina do que na masculina)
Brasil Vice Olímpico as próprias custas e graças à arbitra.
a seleção masculina, salvo duas ou três exceções, são todos convocados por empresários, que querem vender os “meninos”, seleção de jogadores que estão na Europa, seleção sem prestígio, agora quanto ao Dunga, o pau-mandado, ia fazer o que no feminino, passar vergonha? lá se convoca quem joga, e o Anão só convoca quem o mandam. Vida longa as mulheres, FUTEBOL maiúsculo, raçudo e apaixonado.
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- Vitor » Postado em: 13 de agosto, às 15:37
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Muito bom Bob, é isso mesmo, vejo um monte de gente reclamando da falta do “futebol arte” e coisa e tal, e tal coisa. Mas “futebol arte” por si, não ganha jogo, muito menos uma olímpiada, o que ganha é gol, e isso, essa seleção sabe fazer.
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- Luís Bueno » Postado em: 14 de agosto, às 13:53
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É isso ai gurias voçês são de mais mesmo e dalle BRASIL. e ta bom demais pra se preocupar é só a garra e o talento ja esta ai com elas duvido que elas tomem gol com a goleira ai minha linda vamos pro OURO meninas.
Bush, a NBA e They Tube

George Bush Jr ligou para Vladimir Putin e disse ao primeiro-ministro da Rússia ter considerado “desproporcional” o ataque à Geórgia. Disse, mas é apenas verbo. Jogou para a torcida. No final da noite do domingão, início desta segunda, o presidente dos Estados Unidos ainda estava em Pequim. E na arquibancada. No centro do palco da Sociedade do Espetáculo, tão bem antevista e definida pelo francês Guy Debord. Fim de governo, popularidade no chão, Bush foi ao ginásio olímpico para ver e ser visto no China e Estados Unidos, basquete masculino.
Lentes e câmeras do mundo todo. Na quadra, as verdadeiras estrelas da noite: Kobe Bryant, Yao Ming, Dwyane Wade, LeBron James, Yi Jianlian… Na platéia, em busca das lentes, Bush Jr. de bandeira na mão. Bandeira. Ao lado do pai Bush, no dia dele (para nós; nos EUA é comemorado no terceiro domingo de junho, corrige o leitor Luis), e a jogar para a galera.
Também na platéia Chad Hurley, que no You Tube engarrafa e entrega os grandes e os minúsculos espetáculos. Ao final da partida, Chad invade a quadra e simula ser jogador de basquete. Depois, de longe, tieta Kobe Bryant. A credencial dele permite quase tudo. Quase. (Leia aqui).
Camisa azul e calça escura, George Bush Jr senta-se ao lado da mulher, Laura. O pai, de paletó preto e camisa vermelha. Dwyane Wade salta e enterra. O presidente dos Estados Unidos gargalha, ergue a mão direita e imita Wade. Segura uma bola imaginária, ergue o braço direito e enterra o nada. O torcedor da cadeira abaixo aplaude.
Tempo técnico. Uma rápida apresentação de arte marcial chinesa. Bush Jr estica o tronco, apóia o queixo nas mãos, cotovelos nos joelhos, e assiste. Calado. Fascinado. Ao final, aplaude com entusiasmo. Bola rolando. Jogo empatado, dá a impressão de que vai ser duro. Tensão. Kobe Bryant enterra. O presidente aplaude, e suspira.
Bush Jr tem seus motivos. Ele preside um país que para evitar a zica, a urucubaca, costuma limar o 13º andar na numeração. Estar presente, com todo estardalhaço midiático, numa impensável e catastrófica derrota para o grande adversário político do presente e do futuro não seria uma boa; salvo para cartunistas e humoristas.
A China encesta, 29 a 29. Bush quase aplaude. Detém as mãos no último instante, opta por um comentário com um chinês ao lado. Dwyane Wade enterra. Chris Bosh enterra. Kobe Bryant enterra… 37 a 32. A China tenta mas, embutida no talento único, a elasticidade dos músculos longos faz a diferença.
Dwyane Wade finta, flutua, enterra e começa a desanimar a torcida chinesa: 47 a 36… Faltam 1min05 para o fim do primeiro tempo. Tempo. Mike Krzyzewski, técnico dos EUA, gargalha com seus jogadores ao lado da quadra, relaxado. Intervalo.
Um senhor se aproxima do presidente norte-americano, pede uma pose para foto. Quem seria? Jay, dominicano, ex-jogador de basquete. Bush posa, e troca acenos com norte-americanos na torcida. Os astros da NBA? Não dão a menor pelota para Bush Jr.
Kobe Bryant voa no início do segundo tempo. 51 a 37. Yi Jianlian passa para Yao Ming que, desatento, não segura. E ainda aponta o dedo, indica uma jogada impossível, entrega Jianlian para a torcida.
Das cadeiras à beira da quadra as jogadoras do time feminino dos EUA torcem pelos rapazes. E provocam: “Gostoso”, grita uma delas para o endiabrado LeBron James que, bola ainda nas mãos, jogo andando, se vira para a colega e faz pose. A China já era.
Yao Ming, Yi Jinlian se prepararam para arremessar? LeBron James provoca, debocha com uma contagem regressiva toda sua, em câmera lenta: Um……dois…..três. Aro. Tabela. Kobe Bryant dá uma de Ronaldinho; olha para um lado, passa para o outro. Mas erra o passe. LeBron James entra pelo garrafão, dribles em zigue-zague, sobe e enterra. Tempo, 74 a 48. Bush Jr pede água. Uma operação de Estado.
Um dos armários do serviço secreto postados na escadaria, este de calça caqui, paletó escuro e sem gravata, enfim entrega uma garrafa. De vidro. Em todo o estádio, água só em vasilhame plástico. O presidente seca a garrafa. O armário do Secret Service recolhe o casco. Dia dos pais. George Bush se levanta, prepara a retirada. Júnior vai atrás. Os armários se movem.
Faltam 54 segundos, 98 a 68. Ming já deixou a quadra. Na saída, ergueu o punho direito para a platéia. Yao Ming, garoto propaganda oficial dos jogos e governo, jogou pouca bola. Como está nos outdoors e comercias não é nada demais dizer que, talentos à parte, o grande Yao Ming é um grande marqueteiro. 101 a 70. Fim do baile.
Nesta segunda, nas páginas, o gigante marqueteiro trombeteia:
- Eu jogo para o povo. (Tá bom, mas então jogue.)
Quadra e ginásio quase vazios. Convidado do COI, Chad Hurley (de tênis, jeans e camisa azul e de lado na foto acima), fundador do You Tube em companhia de Steve Chen e James Karim, está no centro da quadra. Câmera em punho, fotografa, filma, e é fotografado, filmado por um amigo. Invade o garrafão e simula uma, duas cestas. Chad vislumbra Kobe Bryant dando entrevista, à saída do vestiário. Encosta na grade e assiste, à distância possível. O amigo fotografa. Os dois deixam a quadra lambendo suas imagens no visor da câmera. They Tube.
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- Luiz vidal » Postado em: 11 de agosto, às 17:44
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Clara….parabéns.Bob Fernandes é,atualmente,o melhor jornalista dêsse País.Minha opinião…
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- julio » Postado em: 11 de agosto, às 18:59
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É isso aí!!!
Êta blog que dá o que falar!
Monotonia é o que não existeaqui!
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- Tursi » Postado em: 11 de agosto, às 20:00
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Que bando de idiotas. Querem escrita perfeita? Então vão para o blog do professor Pasquale ou o do pitbull babão R.A., que não consegue terminar uma frase sem entrar em contradição lógica. Bob possui um dos melhores textos do jornalismo brasileira e pega até leve com o criminoso Bush jr.
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- bernardo » Postado em: 11 de agosto, às 22:47
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Bob,
Tudo é marketing. Quando a gente acha que os caras já tiveram tudo de marketing, eles querefazer ainda mais!!!
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- Chris - SSA » Postado em: 12 de agosto, às 10:52
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A VERDADE É A SEGUINTE: QUEM GOSTA DO BOB E SEUS TEXTOS CONTINUE ACESSANDO , QUEM NÃO GOSTA VAZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. O QUE NÃO FALTA, É OPÇÃO DE BLOGS, ETC, ETC. E PARA ” ALGUNS” DITOS LEITORES, NA TV TEM DESENHO ANIMADO, QUEM SABE VOCES CONSEGUEM ENTENDER????
Chuva, recorde e política em Pequim

Chuvarada em Pequim. Uma bênção. Ainda que tenha adiado a estréia do Federer. As boas de hoje se deram na abertura e fechamento do domingão. Pela manhã Phelps, o orecchione, jantou a piscina, os 400 medley, seu primeiro ouro na China e o recorde mundial com 4min03s84. À noite, um aguardado e sensacional China e Estados Unidos no basquete. Sensacional por conta da política dos grandes e tudo mais que cerca a partida.
O Félpis, depois do ouro, contou que não se sentia bem. À tarde, ficou atrás do suíço Dominik Meichtry numa eliminatória para os 200 livre. Thiago Pereira, em 8º e último no passeio do Félpis, também disse não ter se sentido bem. Ok, outras virão nos próximos dias.
No aperitivo de Brasil e Egito, vôlei masculino, a Venezuela do técnico brasileiro Ricardo Navajas levantou o ginásio Capital e a torcida chinesa no EUA 3 Venezuela 2. Nos dois primeiros sets 25 a 18 para os EUA. No terceiro e quarto sets, 25 a 22 e 25 a 21 para a Venezuela. No quinto, os norte-americanos fizeram15 a 10.
David Lee foi muito bem no bloqueio e Clayton Stanley fez 21 pontos para os EUA em 33 ataques, mas magnéticas foram as cravadas do venezuelano Ivan, desde já, O Terrível. Ernardo Gomes fez 17 pontos e Ivan 8. Muito bom assisti-lo a subir próximo à rede e a vontade nas pauladas que levantaram um time previamente derrotado.
O Brasil na quadra. Como na estréia feminina contra a Argélia, uma partida fácil - às três da madruga hora daí. Três a zero com 25 a 19, 25 a 15 e 25 a 18. Para quem estava na tribuna de imprensa mais à direita da quadra, uma atração à parte. O chinês Tony, 14 anos, 1,87m.
Morador da interiorana Hebei, Tony (tradução do seu nome) estuda e joga vôlei no Nº1 Middle School. Ao lado de um amigo e uma amiga, Tony assistiu a Brasil e Egito sem conter os gritos. Giba voava da linha dos três metros para cravar e Tony acompanhava o vôo: “Uuuuáaaaaaa…”. Dante no ar, o fã chinês mandava: “Uuuuuutcháaaaa”. Ouça aqui instantes do êxtase de Tony, que depois do jogo diria:
- O Brasil é o time mais maravilhoso e surpreendente do mundo e o Giba é um monstro…
No vôlei do Brasil, masculino e feminino, dois personagens e situações que revelam um traço do caráter, da alma de uma porção bastante razoável do povo verde amarelo. Os dois são Bernardinho e Mari.
A ex-oposto e agora ponteira do Brasil é pouco mais que uma garota aos 24 anos. Personificou a derrota da equipe em Atenas, foi mal também no Pan? Sim, mas apenas humano, e está em Pequim por sua própria luta e talento.
À espreita, aí e aqui, a sofrer num anonimato que os incomoda, os ressentidos. Esfregam as mãos, fazem previsões, esperam o fracasso alheio, torcem mesmo pelo fracasso para saltar em cima e tentar devorá-la. Um desejo: sobreviva, Mari, vença os abutres.
Bernardinho é o outro personagem. Ontem, depois do jogo, se queixou e citou a síntese do baixo espetáculo, o BBB. O técnico do Brasil certamente deve conviver com críticos, mas rejeita o circo. (A propósito, leia aqui.) O cara ganhou tudo nos mundiais e olimpíadas, mas o departamento de engenharia das obras prontas já ensaia.
O alvo para atingi-lo é Bruno, o filho e levantador reserva. Não há como discutir, por desconhecimento, as razões reais e profundas do desentendimento entre o técnico e o levantador ausente, Ricardinho. Mas a urubuzada seca, reza pela derrota, se prepara para exumar a briga e pregá-la na história do vencedor Bernardinho.
Foi desse clima que Bruno falou ao final do jogo com o Egito: “Eu e o Gustavo brigamos, sim, e todo mundo briga todo dia, uma equipe é assim mesmo.” O levantador tocou no constrangimento criado em torno da relação pai-técnico e jogador: “No começo foi muito difícil”, contou antes de confessar:
- …tanto que eu não consigo chamá-lo nem de pai, nem de Bernardinho… eu não chamo ele nunca, até porque é ele quem me chama o tempo todo…
Pergunta: Bruno, você conhece aquele frase do Tom Jobim que diz, mais ou menos assim, que no Brasil o sucesso alheio é uma ofensa pessoal?
Bruno, depois de arregalar os olhos, surpreso, e sorrir:
- …não, não conhecia mas isso é bom, muito bom…tem tudo a ver…vou usar a partir de agora.
Na quadra do Ginásio Olímpico, jogam Estados Unidos e China. Kobe Bryant e companhia de um lado, Yao Ming e troupe do outro. Torcida, é incrível, quase dividida. Na arquibancada, George Bush Jr., George Bush Pai e Henry Kissinger. Mas essa é outra história. Como nem todo dia é dia de filé, mesmo numa olimpíada, essa fica para amanhã.
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- André » Postado em: 11 de agosto, às 17:15
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Se o Bob Fernandes escreve bem ou mal, nem chega ser relevante. Na Carta Capital, de vez em quando, ele dava lá suas derrapadas no estilo… ops… esta é a palavra: estilo. O que o cara tem é estilo e isto é indiscutível. Um estilo maneiroso, meio coloquial, mas sejamos sinceros: ele tem estilo. Ninguém me mandou aqui ler o blog do Bob… ninguém me obrigou… li por que quis. Leio e volto diariamente porque quero e gosto, talvez nem do estilo, mas da inteligência com a qual é formatada a idéia que se transforma em texto. Falando em inteligência… o Diego, se não gosta, seja inteligente e vá ler outra coisa.
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- broun » Postado em: 12 de agosto, às 11:32
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bah, mas gostei muito deste sábio que comparou o Bob ao Paulo Coelho!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bob!!!!! que bola cheia!!!
elsa
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- Talita » Postado em: 12 de agosto, às 15:39
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Cara, sem palavras… Te admiro cada vez mais!
Parabéns e sucesso.
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- Ricardo Zardo » Postado em: 15 de agosto, às 16:35
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E a tapioca ai como é servida? Aceitam cartão corporativo?
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- desocupado 02345 » Postado em: 19 de agosto, às 17:22
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Nossa! Um desocupado - esse que vos escreve - passou e leu os comentários.
Viu então que outro desocupado-infeliz passou e fez críticas ao texto de um blog.
Surpreendentemente mais desocupados se encarregaram de fazer a defesa do blogueiro.Ocupado mesmo deve ser o blogueiro, nem apareceu no rebosteio.
O vôlei, o You Tube e o bigode

Sábado, ressaca geral da abertura. Mas a luta continua. De um lado, 11 mil atletas. No rastro, 21 mil jornalistas. E mais uns poucos com a credencial olimpic family, que dá acesso ao céu. Chad Hurley, fundador do You Tube em companhia de Steve Chen e James Karim, é um desses mortais incomuns com acesso a tudo, quase tudo, em Pequim.
Chad, que se não pesquisei errado fez um negocinho com o Google na casa do US$ 1,16 bilhão, ainda assim se encanta com o poder; grana é grana, poder é poder. Convidado do Comitê Olímpico Internacional, hospedado no mais quente dos hotéis da cadeia Beijing, Chad foi visto a murmurar, extasiado, enquanto segurava o objeto mais disputado na capital nesses dias:
-…essa credencial abre qualquer porta em Pequim…
Sábado, menos de 12 horas depois da belíssima mas também longuíssima festa de abertura com suas 4h e 10 e sensação térmica de 40 graus -fora o bafo úmido- e já tinha vôlei. As meninas, contra Argélia. Chad não estava lá, nem os príncipes e princesas, todos na ressaca e se guardando para o Michael Phelps, o Félpis, à tarde.
Detalhes físico-tático-técnicos vocês certamente verão nesse mesmo Terra e no blog de quem é rainha no ramo, a Fernanda Venturini. Aqui, o olhar leigo. Que viu um passeio, um treino contra Argélia no 25 a 11 em dois sets e 25 a 10 no terceiro.
Mesmo quem só jogou no Cásper Líbero e no time da cidade lá em Bragança Paulista, na equipe do professor Marião, viu que a esguia Fabiana (foto acima) sobrou na quadra. E ouviu no pós-jogo que a Mari parece e anuncia estar com sede de apagar Atenas e o Pan da memória.
Aos olhos verde-amarelos esse é um dos tira-teimas dessa olimpíada: e a Mari, vai ou não vai subir de andar? É tema presente em todas as conversas e rodas do reportariado, mas quase sempre ausente na presença dela.
Sim, sabemos que um time não é só a Mari, a Fabiana, ou a Paula, a Fabi, e que o-volêi-é-um-jogo-de-equipe-e-uma-família-e-todas-estão-unidas-como-pediu-o-professor, mas num sábadão de ressaca com aquele bafo pequinês… Agora, vêm as russas. Hora de saber até onde se pode chegar.
Fim da tarde. Muita gente no Cubo d’água pra ver o Phelps. Recordista mundial e olímpico, fenomenal; até no orecchione esquerdo, um dumbo. Nas cadeiras à beira da piscina, a torcida de luxo. Alexander Popov (foto acima), o russo que um dia também foi fenomenal e recordista nas águas, e senhora. Na mesma bancada, um príncipe. Mas é tanto nome e letra que só no próximo parágrafo.
Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y de Grecia, o príncipe de Astúrias, e senhora Letizia. A credencial era aquela do céu, mas o príncipe torceu como plebeu pelo espanhol Javier Nunes. Em vão. No 24º lugar, Javier não vai à final.
Thiago Pereira entrou na 8ª e última vaga. Há quem tenha ouvido “Vai Thiago, Vai Thiago”, mas até o fechamento desta edição pairavam dúvidas sobre a presença ou não da senhora sua genitora. Neste domingo pela manhã a finalíssima dos 400 medley masculino.
O Félpis. Vocês viram aí na telinha e nós aqui também, na table top, mas ao vivo é mais impressionante. O orecchione é um tubarão. Morde a água e desliza. Dois corpos de vantagem sobre o húngaro Laszlo Cseh durante boa parte da prova e quase dois segundos no final. Recorde olímpico com 4:07.82.
O norte-americano traiu a promessa feita na coletiva desta semana. Raspou a barba, como disse que faria, mas tirou também o bigodão à Fumanchú. Em tempos de maiôs milagrosos que emprestam milionésimos de segundos nem mesmo o Félpis nadou com alguns pêlos a mais.
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- junnior » Postado em: 10 de agosto, às 16:45
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voces babakas ficam ai a puxar saco deste idiota do bernadinho .saibam q ele so tirou o ricardinho pra colocar o filhinho la.isso e tao baixo , tao podre q n da nem pra discutir e mais uma coisa imbecil e ele. fora este infeliz q so esta la por dinheiro
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- jones » Postado em: 10 de agosto, às 16:59
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Isto em torna da MARI já está de encher o SACO! a mulher é ótima e colocam encima dela a perda do último título! BRASILEIRO É NARCISISTA E IDIOTA! MAS A IMPRENSA É UMA M…..
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- Godinho » Postado em: 10 de agosto, às 17:47
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Olá! Quanto tempo. Godinho de volta! O Lukas é o Lukas, o Godinho é o Godinho o Phelps não é Félpis e o Fernandez segue sendo o Fernandez.
Rafael, o Lukas não é o Godinho.
Já o Fernandez continua sem sacar na-da de esportes. Creio, deveria se furtar de fazê-lo, seus textos na área de política são interessantes, a cobertura da Operação Satiagraha e desdobramentos foi muito boa.
Mas pôr esse rapaz pra tentar comentar futebol, vôleibol, basquetebol, natação, Copa do Mundo, cuspe-à-distância ou Olimpíadas é demais.
Por nada sacar, acaba - sempre - descambando pro lado sócio-político-econômico-sei-lá-mais-o-quê. Quando não comete uma gafe grande, como no caso da eliminatória que era final e que o Fernandez ouviu o galo cantar, só não soube onde.
E por mais que as (os) macacas (os) de auditório Fernandianas neguem, essa suposta versatilidade é indício de picaretagem. Sei porque sou assim, também.
Lanço, mais uma vez, o desafio que lancei à época da Copa da Alemanha:
- Fernandez, fale de esporte.
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- Daniel » Postado em: 23 de agosto, às 17:59
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BEM FEITO AOS URUBUS DE PLANTÃO. A Mari deu um show e mostrou que não pode ser carniça na mão de jornalistas incompetentes e noivas frustradas!!
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- césar » Postado em: 23 de agosto, às 18:19
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godinho, godinho, vc apanhou tanto do bob e dos comentaristas na copa da alemanha e depois na copa américa que até hoje não se recuperou. à sorrelfa, postando daqui e dali, continua a exibir as feridas. não entendeu até hoje que o bob fala de humanos, não importa que seja no esporte, na economia, na política… godinho, te esperamos na áfrica do sul para nova surra de varas e para ver você aqui sua bílis em forma de letrinhas.
Muito boa a observação da presença do Nuzman só nas fotos de pódio (e isso qdo o Brasil é ouro!!)
O Zé Roberto Guimarães foi mto astuto e inteligente em contratar uma psicóloga para o esporte (constatei isso numa reportagem q fizeram antes da final) para dar o apoio emocional e psicológico q mtos atletas não têm aqui.
Agora consta lembrar q o esporte em si aqui no Brasil não tem apoio psicológico, emocional, funcional, financeiro (tem q ser a duras imploraçoes..) e etc. Abram os olhos empresários e governo. pelo menos façam como os EUA, só possuem bolsa integral nas melhores universidades o esportista amador d futuro e eles garantem uma boa educação e apoio d td que é tipologia para ele se tornar um Phelps da vida.
O Brasil precisa é de cadeia pra os politicos corruptos,precisa de saúde ,salarios dignos,educação,moradia e principalmente os mesmos direitos a tds independente de credo,raça ou classe social
O FUTEBOL E SUAS FACES QUE NEM FREUD EXPLICA
Por mais que se tenha amizade respeitosa e profunda por alguém na vida social, profissional, familiar, dentro das quatro linhas de jogo, ela termina no primeiro contato em disputa pela redonda de gomos sextavados, cheia de ar, que possui vontade de ser tratada com requinte por quem a procura para se divertir.
Idéia que a mim surgiu de escrever esse texto depois de ver o documentário PRETO CONTRA BRANCO, jogo de final de ano que ocorre a mais de trinta na favela Heliópolis, a maior de São Paulo, que aborda a diversidade racial, exibido na tv cultura no dia 09/05/08 e ele passar em suas imagens e na relação que tinha os envolvidos de que nunca fugiu a regra de que é assim mesmo que acontece, por mais que seja insignificante para as partes a disputa.
A bola no caso dessas partidas disputadas em muitos campos de terra pela periferia, passa a ser insignificante, vindo à baila a relação do querer do homem se sobrepor a qualquer evento que ocorra e que a ele seja exigido o seu melhor, mesmo porque a maioria não tem tanta intimidade com a pelota, levando muitas vezes à falta dessa intimidade, se dar bem mais e se tocarem também, chegando à pancadaria derrubar quem esteja afogando sua passagem em direção ao bom passe ou ao gol do adversário.
Muito mais pelo poder de possuir a possibilidade de mais uma vitória, levam os jogadores amigos íntimos fora das linhas de jogo, engalfinharem-se e muitas vezes serem até mesmo intransigentes e transgressores nas agressões acintosa das disputas.
Seria o cidadão buscando um ponto de apoio na roda-bola que gira inconstante sob seus pés, dando-lhe a eterna insegurança e por isso tentar se colocar com pseudo poder junto aos da mesma espécie?
Claro que ninguém quer perder, mas muitos para não submergir a chance de ter ganhado nem que seja no futebol, usa e abusa de subterfúgio oriundos do seu caráter abnegado de querer o poder a qualquer preço, dando banana para o bom senso, não importando os meios para se chegar aos fins.
Muito comum esse tipo de contato e afronta nas discussões entre os futebolistas que gostam desse esporte bretão, vindo à mofa calhar de existir desde ao cidadão que tenha alto grau de instrução ao mais perrengue nas atribuições intelectuais.
Não só o entretenimento da peleja em luta pela bola e pelas pernas do adversário põe a pendência em dia, também à possibilidade de extravasar no dia do jogo, tudo que ficou grudado por dentro nos afazeres da semana, pela correia muitas vezes ser acima do que o suporta.
Futebol é sinônimo de euforia, de tristeza, de luta, de intransigência, de o cidadão conhecer a outra parte do outro. Essa de o cidadão conhecer a outra parte do outro, é pôr ele para as disputas esportivas ou pô-lo no transito de São Paulo às seis da tarde de qualquer dia. Se você sentir que o cara não quer perder a qualquer custo, é porque é do tipo que quer levar vantagem até na hora de fazer sexo com a amante, já que com a esposa é comum ele não pensar mais, indo ele primeiro de encontro ao gozo, deixando-a desapontada e pensando na possibilidade de arrumar outro relacionamento.
Viva o futebol que aproxima, mas também afasta e desliga o cidadão dos eventos que poderia ser resolvido por ele, escolhendo melhores políticos para os cargos que, de onde estarão, os guiarão para as vitórias ou as derrotas.
No Brasil a maioria, é sabido, encontrou mais derrota que vitória, aja visto o débito que a sociedade abastada tem para com a população que ama o futebol assim como eu.
Concerteza a Mari cresceu muito muito naquele jogo,depois de ter levado a culpa na última final.Agora ela se redimiu ou melhor ela evoluiu de Mari para a GRANDE MARI que tenho certeza que poderemos confiar na quela última bola do set.Parabéns a todos as meninas da seleção sem a ajuda de voces ñ deriamos nada.
PARABENS.
vamos continuar treinando “O TREINAMENTO LEVA A PERFEIÇÃO” de Marco Aurélio Velloso,meu técnico de vôlei em manaus.
Mari é o orgasmo. Adoro!